Zambelli deixou o País em 3 de junho, após ser condenada há 10 anos de prisão pelo STFLula Marques/EBC
O prazo exato dependerá do relator do caso, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), segundo o próprio Azi.
Como relator, Garcia pode pedir que sejam ouvidas testemunhas no caso. A defesa de Zambelli, que pediu o arquivamento da representação, indicou que, se a situação avançar, seria "imperiosa" a oitiva do hacker Walter Delgatti Neto, delator que acusou Zambelli de ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão por esse episódio.
Garcia tem até cinco sessões para apresentar o parecer, que dependem do número de sessões plenárias realizadas. A Câmara está em recesso e volta apenas na próxima semana. Procurado, Garcia não respondeu aos contatos reportagem.
A defesa também pede as oitivas do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa que se encontrou com Delgatti; de Michel Spiero, assistente técnico da defesa; do delegado Flávio Vieitez Reis, responsável pelo inquérito, e do policial federal Felipe Monteiro de Andrade, que fundamentou as acusações a Zambelli.
"A efetivação dessas oitivas não é apenas um direito da defesa; é uma condição para a legitimidade e a imparcialidade do processo conduzido por esta comissão", diz Fábio Pagnozzi, advogado da deputada licenciada.
Nesta terça-feira, 29, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa está adotando as providências possíveis sobre o mandato parlamentar, que tramita na CCJ. "Não cabe à Casa deliberar sobre a prisão - apenas sobre a perda de mandato", disse.
O processo na CCJ foi aberto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a votação na CCJ, caberá ao plenário decidir se cassará Zambelli. São necessários 257 votos para isso.
Zambelli deixou o País em 3 de junho, após ser condenada há 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela teria sido mentora intelectual de um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no qual uma ordem de prisão falsa foi expedida para o ministro Alexandre de Moraes, que integra a Corte.
Após a sentença, Zambelli voou rumo à Itália, nação em que possui cidadania, evitando a prisão. A deputada se tornou foragida e seu nome foi incluso na lista de difusão vermelha da Interpol. A deputada bolsonarista chegou a afirmar que seria "intocável" na Itália. Porém, Bonelli entregou sua localização para autoridades italianos em 29 de julho, o que resultou em sua prisão.
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