Carla Zambelli (PL-SP)Evaristo Sá/AFP
Cassação de Carla Zambelli avança na CCJ da Câmara
Deputada foi condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), definiu nesta terça, 5, as diligências que serão realizadas no processo de cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que está presa em Roma, na Itália, desde o último dia 29.
Segundo Azi, a fase de instrução probatória do processo inclui a oitiva da deputada, a ser realizada por meio de videoconferência, e de testemunhas convidadas. Ainda não há data marcada para as audiências. As regras foram acertadas entre ele e o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que é o relator da ação.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também determinaram a perda do cargo na Câmara dos Deputados. Dias após a sentença, a parlamentar deixou o Brasil e seguiu para os Estados Unidos, onde anunciou que não voltaria ao País. Em seguida, fugiu para a Itália, onde possui dupla cidadania, na crença de que seria poupada de cumprir pena.
O hacker Walter Delgatti Neto, condenado a oito anos e três meses de reclusão por invadir sistemas da Justiça brasileira a mando de Zambelli, deverá ser convidado pelos deputados para uma audiência.
Acareação
A defesa da deputada do PL apresentou um pedido de acareação entre ela e o hacker como meio necessário para "dirimir eventuais contradições e confrontar as versões apresentadas". No informativo de ontem, os deputados esclareceram que indeferiram o pedido da confrontação entre as testemunhas, por "ausência de previsão regimental".
Além de Delgatti, Flávio Vieitez Reis e Felipe Monteiro de Andrade, delegado e agente da Polícia Federal, respectivamente, que trabalharam no caso, também serão ouvidos pelos parlamentares, caso aceitem participar das oitivas.
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