Roberto Bodini, promotor de Justiça que integra o GedecDivulgação/MPSP
O Grupo Nós, dono das lojas de conveniência Oxxo, a Rede 28, de postos de combustíveis, a Kalunga, rede de papelaria e material de escritório, e a distribuidora All Mix também são citadas na investigação.
O Estadão pediu manifestação de todas as empresas. Em nota, a Fast Shop informou que ainda não teve acesso à investigação e que está colaborando com as autoridades competentes. As demais não haviam se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço está aberto.
Apontado como "cabeça" do esquema, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, da Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda, teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas de varejistas para destravar em tempo recorde pedidos milionários de ressarcimento de créditos de ICMS-ST.
Os pagamentos indevidos foram operacionalizados por meio de uma empresa de fachada registrada em nome da mãe do fiscal, uma professora aposentada de 73 anos. O patrimônio declarado dela saltou de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2024, segundo a investigação.
Artur foi preso nesta terça. Na casa dele, em Ribeirão Pires, no ABC paulista, os policiais apreenderam documentos que ainda serão analisados para elucidar o tamanho do suposto esquema. O Ministério Público espera esclarecer se outras empresas se valeram de seus "serviços".

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