Políticos de direita saíram em defesa do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus, que agora é investigado pela Polícia Federal (PF). O religioso foi incluído em inquérito que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo como alvos.
O parlamentar do PL publicou dois questionamentos em seu perfil do X. "Eles estão achando que vão intimidar o Pastor Malafaia? Convidar pessoas para irem as ruas virou crime?".
Seu irmão, Flavio Bolsonaro (PL) também utilizou o termo "intimidar". Ele aproveitou para focalizar as críticas no ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que é relator do inquérito.
"Enquanto criminosos de verdade estão soltos, Alexandre de Moraes segue gastando tempo e dinheiro público para intimidar quem ousa discordar do sistema. O novo alvo dele é o Pastor Malafaia", escreveu.
O líder do Partido Liberal na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, foi mais um a defender o religioso. Ele opinou que as ações pelas quais Malafaia está sendo investigado são um direito dele.
"A inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da PF é uma afronta à democracia e um ataque direto à liberdade religiosa e de expressão (...) Criticar ministros do STF não é crime. Defender impeachment não é crime", disse em trecho de seu posicionamento.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que "todos que se atrevem a denunciar os abusos e protestar estão sendo perseguidos". Ele também fez uma provocação e disse: "Venezuelou de vez!".
Investigação
A PF incluiu o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.
Esse inquérito, aberto em maio e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF), contra agentes públicos e a busca por sanções internacionais contra o Brasil. De acordo com Moraes, essas ações têm o objetivo de atrapalhar o andamento do processo referente à tentativa de golpe de Estado, no qual Bolsonaro é réu.
O pastor criticou, nas redes sociais, a condução da investigação por parte das autoridades, que, segundo ele, foi vazada primeiramente para a Globonews antes de ele ter recebido qualquer aviso.
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