Ex-presidentes Fernando Collor de Mello, Dilma Rousseff, Michel Temer e o atual chefe do Executivo, LulaAFP
No entanto, quatro dos sete ocupantes do Palácio do Planalto antes do político de extrema direita (2019-2022) foram em algum momento condenados, presos ou destituídos, a maioria por corrupção.
Enquanto aguarda a sentença, Bolsonaro se encontra em prisão domiciliar preventiva desde agosto.
Fernando Collor de Mello (1990-1992)
De volta à política em 2006 como senador, foi condenado em 2023 pelo STF a uma pena de oito anos de prisão por corrupção.
No contexto do megaescândalo revelado pela investigação "Lava Jato", foi declarado culpado de ter facilitado "de forma irregular" a assinatura de contratos entre uma construtora e uma subsidiária da Petrobras.
Em maio, Collor foi autorizado a cumprir sua pena em prisão domiciliar por motivos de saúde.
Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010, 2023-atual)
Acusado de ter recebido um tríplex à beira-mar em troca de contratos públicos com uma construtora, sua condenação foi finalmente anulada pelo Supremo Tribunal, que considerou, entre outras coisas, que o juiz que o havia condenado em primeira instância foi parcial.
Essa anulação permitiu à figura mais emblemática da esquerda brasileira disputar e vencer a eleição presidencial de 2022 contra o então presidente Bolsonaro.
Dilma Rousseff (2011-2016)
A queda livre de sua popularidade, devido entre outras coisas a uma recessão e grandes manifestações, prepararam o terreno para o impeachment.
A esquerda considera até hoje que o processo foi um "golpe de Estado" parlamentar travestido de misoginia.
Michel Temer (2016-2018)
Acusado de corrupção no âmbito da 'Lava Jato', ele se livrou duas vezes em 2017 de um julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, graças a um voto desfavorável da Câmara dos Deputados.
Depois de deixar o poder, foi preso duas vezes em 2019 por obstrução de justiça, mas em ambas as ocasiões foi libertado poucos dias depois.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.