Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen LúciaAntonio Augusto/STF
A ministra também destacou que seu voto tem quase 400 páginas, mas adiantou que não faria a leitura integral: “Vou apresentar apenas um resumo”, disse, em nova alfinetada ao colega, que exauriu a Corte com uma longa e repetitiva explanação no dia anterior.
Na sequência, ao tratar das preliminares do processo, Cármen Lúcia reforçou que não via problema em manter sua forma habitual de votar. A observação foi entendida como mais uma resposta indireta à Fux, que havia sustentado que o Supremo Tribunal Federal não teria competência para julgar a tentativa de golpe atribuída a Bolsonaro — tese considerada contraditória diante do histórico da Corte, que já condenou centenas de militares e civis de menor escalão pelos mesmos fatos.

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