Alckmin afirmou que está 'otimista' com avanço de negociações do tarifaço entre os presidentes Lula e TrumpReprodução / Youtube
"Nós estamos confiantes de que terá uma boa conversa entre o presidente Lula e o presidente Trump e que isso possa destravar ainda para a gente avançar mais", declarou em entrevista à Rádio CBN.
Segundo ele, o encontro deve permitir novos passos na direção de mais exceções ao tarifaço e também de uma redução das tarifas de 50% para quem está sendo afetado. Ele declarou ainda que, apesar de não se ter informações sobre data ou o tipo da reunião entre os chefes de Estado, ela será um passo importante.
Alckmin disse estar otimista com o avanço das negociações, mas que é preciso esperar os próximos passos. Afirmou que o setor privado foi muito importante e continuará a ser para que o tarifaço seja minimizado.
"Então, o setor privado teve e terá um papel importante para a gente excluir mais setores do tarifaço, que foi 10% mais 40%, aí que dá os 50%, e reduzir essa alíquota, porque não tem sentido", disse.
O vice-presidente declarou não ter detalhes de o que levou Trump a se mostrar mais aberto a negociar com o Brasil, mas achou positiva a mudança. Segundo ele, os argumentos lógicos estão do lado brasileiro.
Ele disse também não haver relação entre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma política de importações, como o feito pelos EUA. Com isso, o avanço do diálogo ajudará bastante a melhorar a relação com os norte-americanos.
"Tarifa de importação e exportação é política regulatória, não tem nada a ver com a questão de decisão de Suprema Corte", afirmou.
Alckmin declarou daqui a 15 dias irá à Índia para negociar a abertura de mais mercados para os produtos brasileiros.
"Nós estamos otimistas que a gente possa ter uma redução da Selic mais rápida", afirmou.
Segundo Alckmin, fatores que pressionaram a inflação no passado agora não o fazem mais. Seriam os casos do dólar em alta e de problemas na safra, que impactam o preço dos alimentos. Além disso, acrescentou, os juros altos são um problema para o controle da dívida, que está em grande parte atrelada à Selic. "Acho que é importante a redução, porque ela a Selic além de atrapalhar o PIB, encarece a dívida", disse.
Ele repetiu ainda que os Estados Unidos excluem do núcleo da formação os juros os impactos inflacionários de petróleo e da agricultura por dependerem de fatores externos e voltou a sugerir que o Brasil fosse nesse caminho no futuro.
Questionado sobre o crescimento do Brasil, Alckmin afirmou que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dependerá de uma queda mais rápida da taxa de juros. "Se nós conseguirmos ter uma redução mais rápida da taxa Selic, o efeito da redução dos juros não é imediato, ele leva meses. Então, se você conseguir ter uma redução mais rápida, o PIB vai crescer mais", afirmou.
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