Família de Vladimir Herzog receberá um novo atestado de óbito do jornalista Dvulgação
De Vlado a Rubens Paiva: mais de 100 mortos da ditadura têm certidões de óbito corrigidas
Documentos serão entregues em solenidade no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
São Paulo - Mais de cem famílias vão receber nesta quarta-feira, 8, certidões de óbito retificadas de seus mortos e desaparecidos na ditadura militar (1964-1985). Os documentos vêm sendo corrigidos para constar as reais circunstâncias das mortes, no contexto de torturas e outras violações de direitos humanos no período de exceção.
Constam na lista casos o deputado Rubens Paiva, o jornalista Vladimir Herzog, o sociólogo Paulo Stuart Wright, irmão do reverendo Jaime Wright, os metalúrgicos Manoel Fiel Filho e Santos Dias da Silva e o estudante Alexandre Vannucchi Leme.
As famílias serão recebidas no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, para a entrega dos documentos. Alguns familiares já haviam recebido as certidões corrigidas, mas agora serão contemplados na solenidade.
As retificações vêm sendo feitas a partir da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A comissão foi reativada no ano passado, após a suspensão de suas atividades no governo Jair Bolsonaro. Em nota, o governo federal informou que o objetivo da iniciativa é "resgatar a memória e a verdade de brasileiras e brasileiros que foram vítimas das graves violações aos direitos humanos no período da ditadura militar".
É o segundo grupo que obtém as certidões retificadas após a retomada dos trabalhos da comissão. A primeira entrega, de 63 documentos corrigidos, ocorreu em agosto. Há casos pendentes em que os documentos ainda precisam de lavraturas e retificações e, por isso, serão entregues nos próximos meses.
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