Ciro Nogueira diz que Bolsonaro correria risco de morte em uma penitenciáriaMarcelo Camargo/Agência Brasil
"Infelizmente, um dia, nós vamos perder (Bolsonaro) por conta dessa facada. Eu estou lá o tempo todo com ele, ele não é uma pessoa saudável, não tem a menor condição de uma pessoa como essa ser colocada em um presídio. Porque se fizer, eles vão matá-lo. Não tenha dúvida de que isso vai acontecer, infelizmente", afirmou, em referência ao ataque que Bolsonaro sofreu durante a campanha para presidente.
Para ele, o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), está fazendo um bom trabalho de articulação e que ele está atento a levar um texto para votação que depois não seja invalidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nogueira defendeu que a matéria precisa ser levada à apreciação do Congresso, apesar de muitas pessoas serem contrárias à PEC da anistia. "Sempre vai ter 40% da população que defende. Tem o papel do eleitorado que não é contra, é um papel de favorável. Mas tem que ser votado. Eu acho que nenhuma matéria pode ser impedida de ser votada. Nós vivemos numa democracia, né?", argumentou.
O impasse em torno do tema, conforme o senador, não pode ficar eternamente sem solução. "Parece que é para que isso consiga ser votado, para sempre ficar com essa discussão, sempre ficar com essa defesa ou ataque a essas posições. Eu acho que isso está fazendo muito mal ao nosso País, essa discussão interminável, porque acaba se colocando em segundo plano o que realmente interessa para a população."
"Eu não sei o que eu faria se meu pai fosse injustiçado, mas foi um prejuízo gigantesco para nosso projeto político. Nós tínhamos uma eleição completamente resolvida", avaliou.
Do exterior, o parlamentar, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nos últimos tempos que articulou sanções que chegaram ao Brasil em forma de tarifas e atuações diretas contra ministros da Suprema Corte. Na avaliação de Ciro Nogueira, o foco desse trabalho deveria ter sido especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não os magistrados.
O presidente do PP também disse que, com a rejeição muito grande por parte da população em relação ao tarifaço, que não é viável hoje um nome da família Bolsonaro para a corrida à Presidência da República. Ele não quis falar sobre composições ou sobre a escolha do vice, alegando que primeiro é preciso escolher a cabeça de chapa.
O nomemais cotado para a vagavaga é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, que tem 45 anos. Outros apontados são o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, e o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Vinícius Marques.
O importante, segundo o presidente do PP, é que o nome indicado que chegue para o Senado — responsável pela sabatina—tenha as competências exigidas para o cargo. "Não deve ser uma escolha por confiança, mas tem que escolher o maior nome para o principal cargo de Justiça do nosso País."
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.