Ex-ministro das Relações Exteriores e assessor-chefe do presidente da República Federativa do Brasil, Celso AmorimAFP
O encontro, ainda não confirmado, deve se concentrar nas negociações comerciais, depois que Trump impôs tarifas punitivas a produtos do Brasil após o julgamento de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT), condenado a 27 anos de prisão por trama golpista.
“O presidente Lula não vai ficar dando lições ao presidente Trump e espero que também ao contrário não ocorra. Mas tem que haver um diálogo para buscar os pontos de encontro”, disse Amorim.
"Não podemos aceitar uma intervenção externa porque isso vai criar um ressentimento imenso", ressaltou o diplomata, que alertou, por exemplo, para "problemas concretos de refugiados" no Brasil e na Colômbia.
Uma intervenção "pode incendiar a América do Sul" e levar à "radicalização da política em todo o continente", acrescentou.

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