Derrite fez a declaração durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em BrasíliaWalterson Rosa/MS
Derrite lamenta mortes de policiais na operação mais letal da história do RJ: 'Heróis'
Ação resultou em 64 vítimas fatais, incluindo dois policiais civis e dois militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope)
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, lamentou as mortes ocorridas na megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado. A ação resultou em 64 mortos, incluindo dois policiais civis e dois militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Derrite fez a declaração durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, que discute o Projeto de Lei 2646/2025, o qual propõe o endurecimento das penas aplicadas a líderes e integrantes de facções criminosas. O secretário também afirmou que "infelizmente isso é o que acontece diariamente no Rio".
"Lamento muito a perda desses heróis. São centenas de milhares de policiais e de militares no Brasil, inconformados com o avanço das organizações criminosas, que para mim são verdadeiras organizações terroristas", disse.
Megaoperação
Além das 64 mortes, a megaoperação no Alemão e na Penha resultou na prisão de 81 suspeitos e na apreensão de 93 fuzis. A Operação Contenção mobilizou mais de 2,5 mil policiais civis e militares. O objetivo foi capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.
Essa foi a operação mais letal da história do Rio. O número é mais que o dobro do registrado na operação do Jacarezinho, em maio de 2021, quando 28 pessoas foram mortas.
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