Ação tem como o objetivo combater fraudes na reativação e concessão de benefícios no INSS Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social deflagraram, na manhã desta segunda-feira (17), a Operação Autolycus. A ação tem como o objetivo combater fraudes na reativação e concessão de benefícios por meio de aliciamento de servidores públicos vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Rondônia.
Segundo a PF, a investigação teve início em agosto de 2024, a partir de uma denúncia apresentada por servidor do INSS lotado em Porto Velho, que relatou ter sido "abordado por interlocutores desconhecidos com propostas de cooptação para aderir a esquema criminoso".
"Diante da recusa do servidor, os interlocutores passaram a ameaçá-lo com represálias administrativas e até exoneração", revelou a corporação.
A partir da denúncia, a PF realizou  a prisão em flagrante de um dos investigados, que teria viajado do Pará até Rondônia para tentar aliciar servidores.
De acordo com a corporação, o grupo utilizava várias linhas telefônicas, ocultava a comunicação entre os envolvidos e se hospedava em diferentes cidades de Rondônia para ampliar a cooptação de funcionários.
As investigações também mostraram que o grupo operava em outros estados, analisando o histórico funcional de servidores para identificar vulnerabilidades e, assim, oferecer vantagens ou aplicar ameaças.
Nesta nova etapa, a Justiça Federal em Rondônia expediu mandados de busca e apreensão em todo o estado para recolher materiais que possam ajudar nas investigações.
Os investigados podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas públicos e outros delitos que forem identificados ao longo das apurações.