Presidente LulaDivulgação/ Ricardo Stuckert
"O diálogo franco que mantive com o presidente Trump e a atuação de nossas equipes de negociação, formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad e Mauro Vieira pelo lado brasileiro, possibilitaram avanços importantes", anotou o presidente da República.
Lula destacou que o governo seguirá no diálogo com Trump "tendo como norte nossa soberania e o interesse dos trabalhadores, da agricultura e da indústria brasileira".
Em vídeo, o chefe do Executivo frisou que a decisão dos EUA é "muito importante para a relação civilizada que tem que ter entre Brasil e Estados Unidos". "Eu acho que Trump deu bom sinal, então precisamos estar preparados. Porque ele está convidado para vir no Brasil, quando ele quiser, e eu espero ser convidado para ir a Washington para a gente poder zerar qualquer celeuma comercial política entre Brasil e EUA", pontuou.
A gravação foi feita ao lado do ministro da Fazenda Fernando Haddad e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Este último afirmou que depois da conversa entre Lula e Trump "abriu uma avenida de entendimento".
Ainda de acordo com Alckmin, os avanços significam emprego, desenvolvimento e mais comércio exterior. Já Haddad disse acreditar que "vai prevalecer o bom senso" porque Lula é um "homem do diálogo".
Lula ainda chegou a se dirigir a Trump no vídeo, dizendo que só agradeceria o presidente dos EUA parcialmente.
A derrubada da taxa de 40% imposta pelo governo norte-americano a vários produtos agrícolas brasileiros é uma vitória do diálogo, da diplomacia e do bom senso.
— Lula (@LulaOficial) November 21, 2025
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Na ordem executiva divulgada pela Casa Branca, o republicano cita a conversa telefônica que teve com o presidente Lula em outubro, na qual os dois líderes concordaram em abrir as discussões sobre o tarifaço. Desde então, os progressos nas negociações eliminaram a necessidade de tarifar algumas importações agrícolas, de acordo com ele.
A medida é retroativa, o que significa que estarão isentas todas as mercadorias retiradas de armazéns para consumo a partir de 12h01 (horário de Nova York) de 13 de novembro.

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