O advogado-geral da União, Jorge Messias, era o favorito do presidente Lula na disputa há meses, antes mesmo de Barroso deixar a Corte Divulgação/ Ricardo Stuckert

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Alcolumbre informou que a votação da indicação de Messias ocorrerá no mesmo dia na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A indicação de Messias não agradou o presidente do Senado. Alcolumbre preferia que o senador Rodrigo Pacheco fosse o nome indicado pelo STF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu optar, no entanto, por seu auxiliar direto.
'Jamais tomaria iniciativa em retaliação a qualquer coisa'
Alcolumbre aproveitou o anúncio da sessão do Congresso para rebater o discurso de que tem pautado projetos como represália ao governo pela indicação de Jorge Messias do Supremo Tribunal Federal - Alcolumbre defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu aliado.

"Jamais tomaria iniciativa em retaliação a qualquer coisa que seja. Tenho muita tranquilidade e serenidade da minha postura e conduta. Toda hora, alguém quer criar alguma crise ou conflito onde nunca existiu", declarou.

"O presidente do Congresso Nacional tem suas atribuições e ele não se furtará nem se omitirá em exercê-las", continuou. A declaração foi dada depois de Alcolumbre confirmar uma sessão conjunta na quinta-feira, 27, para analisar vetos.

Pouco antes, Alcolumbre marcou para 10 de dezembro a sabatina e votação da indicação de Messias. O calendário, considerado apertado, é visto como um desafio para Messias, por dar apenas duas semanas para que o governo articule os 41 votos necessários para aprovação da indicação. Messias sofre resistências da oposição e mesmo de aliados do governo.