Senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)AFP
"Eu tenho a convicção de que a gente vai tirar o Lula do governo, porque essa é a solução pro Brasil. Então, a gente tá junto pelo Brasil, junto com Tarcísio, que falou correto quando cita outros nomes. Eu sou um cara da política, conheço o jogo do poder aqui em Brasília, passei quatro anos colado aqui com o presidente Bolsonaro, aprendi demais com os acertos e com os erros que a gente não vai cometer novamente. Podem ter certeza que muito em breve a gente vai estar aí na frente, até nas pesquisas do governo, a gente vai estar na frente do Lula", declarou.
Flávio disse ainda que teve conversa franca com os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, na segunda-feira (8). Segundo ele, os partidos têm pesquisas e se preocupam com a possibilidade de seu nome não tracionar eleitoralmente. Isso seria o "esperado" e agora os partidos vão consultar os diretórios estaduais.
Afirmou também que vai rodar a base do PL e continuar conversas com os outros partidos do Centrão para provar que sua candidatura é viável.
Para o senador, o governador de São Paulo está correto ao dizer que há outros candidatos na direita. Flávio disse ainda que está "mais junto do que nunca" com o governador e que a direita vai estar junta em 2026 seja no início ou no fim da eleição.
"Mais uma vez, cabe a mim convencê-los de que o melhor projeto é vir com a gente desde o início. E se eles entenderem que não, também eu tenho certeza que a gente vai estar junto num segundo momento para impedir que o Brasil mergulhe nesse precipício aí, pule nesse precipício sem paraquedas", completou.
Flávio disse que seu pai ficou feliz com a repercussão do anúncio de sua candidatura e com o ânimo injetado na militância. Teria pedido que o filho agradecesse a última fala do governador Tarcísio.
O senador disse que mostrou ao pai uma pesquisa na qual ele já está empatado com Lula. O fato teria animado o ex-presidente que, ao fim da visita, teria lhe dado um abraço e pedido para que ele "continue firme".
"A preocupação de mais quatro anos de Lula. E eles estão cobertos de razão. Não tem possibilidade do Brasil ficar vivo com mais um governo desse, desgastado, analógico, um governo que persegue oposição, só pensa em aumentar impostos", afirmou.
Segundo ele, o mercado acha que ele não tem chance de ganhar, mas ele irá provar que estão errados. Além disso, afirmou que, por ter 'sangue Bolsonaro', os eleitores já sabem o que esperar de um governo dele.
Além disso, afirmou também que, na área econômica, dará continuidade ao que foi feito pelo ex-ministro Paulo Guedes.
Flávio disse ainda que sua candidatura é irreversível e que já está procurando especialistas para ajudar na campanha e em um possível governo. Disse que é sempre de partir o coração ter que vir visitar o pai na cadeira e que a defesa de Bolsonaro vai protocolar nesta terça um pedido de prisão domiciliar humanitária.
Segundo o senador, Bolsonaro ficou feliz com a repercussão de sua candidatura e com o ânimo que esse anúncio deu à militância, que estava sem norte.
"Sobre o mercado, cabe a mim provar que eu e a minha candidatura é a que vai ser a vencedora, é a que vai tirar esse projeto falido do Lula em 2026 e com passar do tempo eles vão compreender isso e eu espero que aí eles também sinalizem na bolsa", completou.
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