Rio - Novas evidências científicas indicam que o café sem açúcar pode ter efeitos significativos no cérebro e no metabolismo, reforçando a importância do consumo da bebida em sua forma mais pura. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, identificaram que a cafeína presente no café preto estimula a atividade cerebral ao fortalecer conexões entre neurônios, especialmente em áreas relacionadas à memória e à formação de novas lembranças.
A descoberta ajuda a explicar por que o café é frequentemente associado a maior foco, atenção e rapidez de raciocínio — benefícios que se tornam mais evidentes quando a bebida é consumida sem adição de açúcar, que pode interferir nesses processos.
Além do impacto direto no cérebro, o café sem açúcar também se destaca por acelerar o metabolismo e contribuir para o gasto energético diário. Como praticamente não possui calorias, a bebida ativa mecanismos termogênicos naturais do corpo, favorecendo a queima de gordura e o equilíbrio metabólico, o que tem chamado a atenção de especialistas em saúde preventiva.
Outro ponto relevante é sua alta concentração de antioxidantes, compostos capazes de proteger células nervosas contra radicais livres e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, segundo estudos observacionais publicados nos últimos anos.
Pesquisas também sugerem que o consumo moderado de café puro pode estar associado a uma menor mortalidade ao longo da vida, embora esse efeito dependa de fatores como estilo de vida, alimentação e qualidade do sono. O que os cientistas destacam é que beber café sem açúcar preserva seus efeitos positivos e evita os impactos negativos do açúcar, que inclui aumento de calorias, picos glicêmicos e piora da saúde metabólica.
Em síntese, o hábito de tomar café preto pode oferecer benefícios que vão do reforço cognitivo à proteção cerebral, consolidando a bebida como uma das mais estudadas — e potencialmente mais vantajosas — para quem busca saúde, energia e bem-estar de forma natural.
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