Presidente do Paraguai, Santiago Peña e o presidente do Brasil, LulaDivulgação
A cúpula de líderes do Mercosul estava inicialmente marcada para o começo de dezembro. Porém, foi adiada para o dia hoje a pedido da União Europeia, que esperava uma votação no Parlamento Europeu esta semana que desse o aval para o acordo com o bloco sul-americano. Porém, com a recusa da Itália em fechar o acordo agora, a assinatura foi adiada.
Peña assume a presidência pro tempore do Mercosul por seis meses a partir de janeiro. Antes da fala dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera o bloco comum até o fim do ano, manifestou algum otimismo com a parceria com a UE.
"Quem sabe no primeiro mês de Presidência do Paraguai do Mercosul, acordo com UE será assinado", disse Lula.
Em carta a Lula, os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, reafirmaram o compromisso com a assinatura do acordo UE-Mercosul em janeiro
"Embora não seja possível, lamentavelmente, proceder com a assinatura dos acordos em 20 de dezembro, já que os procedimentos internos do Conselho requeridos para autorizar a assinatura ainda estão sendo finalizados, estamos trabalhando ativamente para completar esses passos prontamente", disseram.
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