Desfile do Grupo Especial Carnaval 2026 - Desfile da G.R.E.S Acadêmicos de Niterói, na Avenida Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio de Janeiro, neste domingo (15).Carlos Elias/Agência O Dia
Enquanto integrantes do PT e parlamentares da base governista defenderam o enredo como uma manifestação cultural legítima, políticos contrários ao presidente classificaram o desfile como propaganda eleitoral antecipada e uso político de um evento financiado com recursos públicos.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que a homenagem feita pela Acadêmicos de Niterói a Lula "emocionou a avenida ao contar uma história de luta, superação e esperança que nasceu em Garanhuns e ganhou o país inteiro".
A Acadêmicos de Niterói transformou o Sambódromo da Marquês de Sapucaí em um espetáculo inesquecível, daqueles que fazem o coração bater mais forte e renovam o orgulho de ser brasileiro. A homenagem ao presidente @LulaOficial emocionou a avenida ao contar uma história de luta,… pic.twitter.com/QBv7IAEYUo
— José Guimarães (@guimaraes13PT) February 16, 2026
O senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT-PE) também elogiou o desfile. Disse que a escola "narra a história desse nordestino (Lula) que dedicou a vida ao povo".
"Quem passou fome, hoje alimenta a alma do Carnaval. A Acadêmicos de Niterói narra a história desse nordestino que dedicou a vida ao povo. É emoção que não acaba mais!", afirmou ele nas redes sociais.
A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também publicou uma mensagem de apoio ao presidente da República. Disse que foi "lindo" acompanhar junto de Lula o desfile.
Lindo ver de perto na Sapucaí, com o presidente @LulaOficial o desfile da Acadêmicos de Niterói mensagem é clara: 2026 exige força pra reeleger Lula no primeiro turno e eleger um Congresso mais popular, com a cara do povo. Viva a nossa soberania e tantas vidas da Silva pelo…
— Talíria Petrone (@taliriapetrone) February 16, 2026
"Emocionante! É impossível não se arrepiar com o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói cantando 'Tem filho de pobre virando doutor, comida na mesa do trabalhador… A fome tem pressa' e essa ala linda simbolizando a revolução que Lula fez na educação superior no Brasil", afirmou ela no X.
Flávio disse ser "um crime o que está acontecendo hoje no carnaval do Rio". Reclamou do fato de seu pai ter sido condenado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uma reunião com embaixadores.
Não mencionou, porém, o motivo da condenação: o então presidente reuniu os representantes de outros países para fazer ataques sem provas ao sistema eleitoral.
"Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune! Vamos resgatar o nosso Brasil das mãos sujas do PT e devolver ao povo brasileiro!", declarou o parlamentar.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também criticou o desfile. Disse que "quando a cultura se mistura com a política, perde a cultura".
O senador e ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR) também comentou sobre a homenagem da Acadêmicos de Niterói. Fez alusões à operação Lava Jato para ironizar o presidente Lula e disse que o desfile "foi um deprimente espetáculo de abuso do poder".
Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula.
— Sergio Moro (@SF_Moro) February 16, 2026
Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo Governo.
A Coréia do Norte não faria melhor.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez uma comparação velada entre o desfile e a reunião com embaixadores que levou ao julgamento de inelegibilidade de Bolsonaro no TSE. "Se esse desfile fosse em 2022, Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inelegibilidade vitalícia", disse.
Se esse desfile fosse em 2022:
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) February 16, 2026
Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inegibilidade vitalícia.




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