Brasil 'vai ser melhor' se Caiado for presidente, diz KassabMarcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, confirmou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como o candidato do partido à Presidência da República em 2026. "Caiado tem coragem, energia e experiência para assumir compromissos", disse. "O Brasil vai ser melhor se o Caiado for presidente", acrescentou.

As declarações ocorreram durante um painel sobre as eleições de 2026 no J. Safra Macro Day, evento realizado pelo Banco Safra, em São Paulo, nesta segunda-feira (30).

"O que tem norteado o PSD é uma postura de mostrar para o Brasil que a gente quer apresentar uma alternativa. Uma alternativa que não se apresente naquela briga de boxe, xingando os outros, olhando só os pontos negativos", afirmou, ao comentar a candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto.

Na ocasião, Kassab disse que o partido tinha três bons nomes para o Palácio do Planalto, ao se referir ao governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), mas considerou que Caiado é o candidato mais forte para chegar ao 2º turno.

"O PSD, ao longo desses meses, debateu a questão. Tínhamos três nomes excelentes, uma escolha difícil", declarou. "Nós fomos amadurecendo. Nos últimos dias, acabamos, por uma questão eleitoral, entendendo que o Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar no 2º turno. E chegando no 2º turno, ele vencerá as eleições", continuou.

Kassab acrescentou: "Acabamos, sim, nos definindo pelo Ronaldo Caiado, e ele vai ser o candidato a presidente da República do nosso partido. Mais do que isso, será a alternativa para os brasileiros que entendem que os últimos governos, tanto a família Bolsonaro quanto a família petista, tiveram as suas oportunidades".

Na entrevista, ele afirmou ainda que acredita na possibilidade de que a candidatura de Caiado se fortaleça fora da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Tenho certeza de que nos próximos meses a terceira via pode ganhar corpo", afirmou.

Vai ter quem apoie Lula, vai ter quem apoie Caiado 
Gilberto Kassab afirmou que espera que quadros do partido apoiem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), em vez do candidato da sigla à Presidência, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

"Vai ter quem apoia o Lula, vai ter quem apoia o Caiado, vai ter quem apoia o Flávio. Enquanto houver coligação majoritária no Brasil, vai ser essa salada", falou Kassab.

A declaração foi dada ao comentar o apoio do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a Lula e não ao candidato de seu partido. "Alexandre Silveira era presidente do PSD em Minas Gerais, ele deixa a presidência para o deputado estadual Cássio Soares, que conduz o partido para apoiar o atual vice-governador, hoje governador, Matheus Simões, no campo antagônico ao Lula. Então, acho que o Alexandre Silveira foi ético, ele apoiou o Lula, está no governo, se afasta do partido", continuou.

Kassab minimizou a importância de uma possível desvantagem de Caiado em relação aos palanques estaduais de Flávio e de Lula: "Em eleições anteriores, era muito relevante o candidato a presidente ter o palanque físico regional, pelo mesmo motivo que citei agora há pouco: porque precisava ter uma estrutura para levar o material, para fazer a visita, o cabo eleitoral, o deputado federal. Não que isso não seja importante, mas não é mais tão importante. O candidato a presidente, ele fala com todo o Brasil nas redes sociais todo dia", disse.

Reforma eleitoral 
Kassab defendeu alterações no modelo eleitoral e disse ser favorável ao voto distrital, ou seja, aquele em que o território é dividido em áreas geográficas menores, e cada uma elege seus próprios representantes. Segundo ele, esse modelo corrigiria atuais distorções causadas por candidatos famosos e seria uma "cláusula pétrea" para a sigla ganhar as eleições.

"Não tem nenhum sentido não implantar o voto distrital no Brasil Todos estamos percebendo que o nosso Legislativo - seja nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional - cada vez mais a presença - e isso é por conta das redes sociais - das celebridades, dos atletas, das lideranças religiosas, dos youtubers, ela é crescente. Eu não tenho nada contra essas pessoas, mas a grande maioria não tem a menor vocação para a vida pública", falou.