Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, enxerga governadores como importantes para as investigaçõesPedro França/Agência Senado
Ambos renunciaram aos mandatos nos últimos dias para concorrer a cadeiras no Senado nas eleições de outubro. O entendimento técnico é o de que governadores no exercício do cargo não podem ser convocados por CPIs. Com a renúncia, viraram alvo do colegiado. Os dois requerimentos foram protocolados pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Para Vieira, o depoimento de Castro proporcionará "um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado".
Vieira é crítico da gestão da segurança pública no Rio. Em entrevista à reportagem, ele afirmou que o Estado é uma "demonstração muito clara do que não funciona".
O objetivo do pedido de convocação de Ibaneis Rocha é apurar, "sob a perspectiva institucional e administrativa", as circunstâncias em que se desenvolveram as relações comerciais entre o escritório de advocacia fundado por Ibaneis e as entidades investigadas pela Polícia Federal por supostos crimes de fraude e lavagem de dinheiro para o crime organizado.
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