Alckmin ressaltou que a transição precisa respeitar as características de cada segmento econômicoJosé Carlos Cruz / ABr / Arquivo
Durante coletiva de imprensa após a abertura oficial da 31ª Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin citou o agronegócio como exemplo dessa mudança. Ele lembrou que, no passado, o corte de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto era feito manualmente, exigindo a queima prévia da lavoura, o que deixava a cidade coberta pela fumaça. Hoje, com a proibição da prática de queimada e a mecanização da colheita, o cenário mudou completamente, com colheita de cana crua.
De acordo com o vice-presidente, a substituição da atividade manual por máquinas acabou, também, alterando o perfil dos trabalhadores no campo: "Não temos mais cortador de cana. Temos tecnólogo e especialista em agricultura de precisão", afirmou.
Alckmin ressaltou, porém, que a transição precisa respeitar as características de cada segmento econômico. Ele observou que diversos setores já operam com jornadas de 40 horas semanais, enquanto outros ainda demandam adaptações específicas.
O vice-presidente defendeu que o tema seja debatido no Congresso Nacional, responsável por construir uma solução equilibrada sobre o tema. "A tendência é nós sairmos da escala 6 por 1, mas há setores com especificidades. Cabe ao Congresso debater e buscar a melhor solução", declarou.