A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II para combater facções criminosas envolvidas nos crimes de tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro. As ações ocorrem em 16 estados e buscam cumprir 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão.
As ações foram realizadas no Espírito Santo, Ceará, Amapá, em Minas Gerais, Rondônia, no Acre, em Sergipe, no Tocantins, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Rio Grande do Norte, Paraná, na Paraíba, em Alagoas, no Maranhão e no Rio de Janeiro.
No Rio, a Operação Rota Final combateu o roubo de uma carga dos Correios. Estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão na capital carioca.
Uma das maiores ações foi realizada em Uberlândia (MG). As Operações Paper Stone e Rota Andina miram o combate ao tráfico interestadual e internacional de drogas, com 41 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos, além de 22 de prisão e 26 somente de busca e apreensão de veículos. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 98 milhões dos criminosos.
No Rio Grande do Sul, a Operação Cerco Integrado foramseis mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em dez cidades do estado, além de Florianópolis (SC), com foco também no tráfico de drogas. Pela mesma razão, no Paraná, a Operação Blue Sky II 13 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão em quatro cidades do Oeste do estado.
Já no Nordeste, a maior ação ocorre a partir da FICCO/PB, em João Pessoa. Ao todo, a Força Integrada cumpriu 20 mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como sequestro de valores e imóveis.
A ação mobilizou policiais das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO's) de Segurança Pública, em atuação conjunta e coordenada pela PF.
Segundo a PF, as FICCO's têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de Segurança Pública.
O grupo é composto por "polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Senappen e secretarias de segurança pública estaduais, em atuação conjunta e coordenada pela Polícia Federal (PF), sem hierarquia entre as instituições participantes".
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