Primeiro Gripen fabricado no Brasil foi apresentado em março de 2025João Paulo Moralez / Ministério da Defesa

O Brasil pretende adquirir 20 aviões de combate Gripen adicionais fabricados pelo grupo de defesa sueco Saab, além dos 36 já adquiridos, anunciaram nesta quinta-feira (4) os ministro da Defesa brasileiro e sueco.

"Em sua declaração de intenções, o Brasil se declara disposto a ir além dos 36 aparelhos já entregues e a considerar a aquisição de 20 Gripens adicionais", disse o ministro sueco Pål Jonson durante entrevista coletiva conjunta com seu homólogo brasileiro, José Múcio.
"Serão, claro, fabricados no Brasil", acrescentou, sem fornecer um cronograma ou valor.

Em 2014, o Brasil fechou um acordo para a compra de 36 Gripen E/F produzidos pelo fabricante aeronáutico Saab, por um contrato no valor de 4,5 bilhões de dólares (cerca de 11,9 bilhões de reais, na cotação da época).

No final de março, o Brasil apresentou o primeiro Gripen fabricado em seu território, já que o acordo de 2014 inclui 15 aeronaves produzidas nas instalações da fabricante aeronáutica brasileira Embraer em Gavião Peixoto, no estado de São Paulo.

"Essas aeronaves adicionais demonstram o sucesso da nossa parceria", declarou o ministro brasileiro. "É uma conquista termos superado as dificuldades, e estamos comprometidos em fortalecer ainda mais essa parceria", acrescentou Múcio.

Brasília escolheu a aeronave sueca em detrimento do Rafale, da francesa Dassault Aviation, e do F/A-18 Super Hornet, da fabricante americana Boeing. Os termos da licitação de 2014 foram alvo de uma ampla investigação no Brasil devido a suspeitas de corrupção em detrimento do Rafale.

Processado neste caso após seus primeiros mandatos (2003-2010), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi absolvido em 2021 por falta de provas.

Brasil e Suécia também concordaram, nesta quinta-feira, em estabelecer um centro no país sul-americano dedicado ao desenvolvimento de novos sistemas e equipamentos para a operação, manutenção e modernização das aeronaves Gripen.