Flávio disse não saber se haverá uma união ainda no primeiro turno, porque não tem "controle" sobre os adversáriosAFP
Flávio diz esperar união com Zema e Caiado no 2º turno
Segundo ao senador, encontro entre os três teve conversa 'amistosa'
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou ontem ter pedido união aos também presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) durante um encontro entre eles anteontem, em Minas Gerais. Segundo Flávio, a conversa foi "amistosa".
"Sempre tive uma conversa muito franca e direta com eles. Com o Zema, nós sempre conversamos dessa forma, o importante é a gente estar junto para derrotar o PT. O Zema, o Caiado e eu, nós três, temos uma grande responsabilidade de estarmos unidos contra o PT", disse o senador em entrevista ao jornal O Tempo.
Flávio disse se dar bem com Zema e afirmou que pediu ao ex-governador mineiro para "virar a página". "Falei: ‘Zema, vamos olhar para frente, cara. Faz o que o seu coração mandar com relação a mim, não faz o que o marqueteiro mandar, não, porque você tem que esclarecer o povo mineiro, o povo brasileiro, (sobre) o perigo do Lula. Nós três aqui, independentes, como vai ser essa campanha, a gente tem que estar focado em resgatar (o Brasil)’", declarou o senador.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, porém, considerar que Zema se precipitou ao lançar vídeo com críticas às conversas dele com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. "Continuo achando que ele foi um pouco precipitado, porque ele não pode colocar essa disputa entre quem vai ser o candidato que irá para o segundo turno à frente do interesse do povo brasileiro", afirmou Flávio, sem citar os diálogos que manteve com Vorcaro com pedidos de dinheiro para o filme sobre o pai.
Controle
O senador voltou a defender que os três estejam juntos em eventual segundo turno e disse não saber se haverá uma união ainda no primeiro turno, porque não tem "controle" sobre os adversários.
Flávio sinalizou ver dificuldade de construir uma chapa ao governo de Minas com o atual governador, Mateus Simões (PSD). "Ele está num grupo político que praticamente inviabilizou que houvesse alguma composição com o PL. O PSD tem um candidato à Presidência, que é o Caiado. Mateus Simões é do grupo político do Zema, que também é candidato à Presidência da República. A gente está neste momento raciocinando", disse.
Flávio afirmou ainda que, se eleito, indicará um nome "conservador" para o Supremo Tribunal Federal (STF). "São pessoas que têm que ter o conhecimento técnico, que sejam conservadoras. Essa é característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, autoriza o aborto."
Flávio disse ter votado contra a indicação de Jorge Messias para o STF e afirmou acreditar que ele será novamente rejeitado pelo Senado, caso seu nome seja reenviado.
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