Prédio fica no bairro Parque 10, em Manaus, capital do AmazonasGoogle Maps / Reprodução
Segundo o delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável pelo caso, o garoto tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e se comunicava com pouca ou nenhuma fala. No momento do acidente, ele estava sob os cuidados da irmã, uma adolescente de 14 anos.
"A princípio, tratamos como morte acidental. Não percebemos no local e até agora não entendemos que houve negligência da parte da mãe ou da irmã", afirmou a autoridade policial em entrevista à imprensa. "A gente não pode excluir a possibilidade de negligência dos pais. Mas, obviamente, a gente não pode controlar tudo o que acontece. Aparentemente, esse evento foi uma fatalidade e foi inevitável", ponderou.
Oliveira explicou que, na manhã desta terça, a mãe do menino saiu de casa às 6h30 para um exame admissional de emprego marcado para as 7h. Por isso, ela deixou o filho, que ainda estava dormindo, sob a responsabilidade da irmã mais velha. Os pais do menino são separados, e o pai não mora na capital amazonense.
"A irmã estava meio sonolenta. Quando ouviu barulhos da criança, pensou que pudesse estar pelo apartamento fazendo alguma coisa, mas não a encontrou. Desceu para procurar lá embaixo e foi quando avisaram que ele tinha caído", relatou o delegado.
De acordo com as investigações, a varanda era o único ponto do apartamento por onde o menino poderia ter acesso à área externa. Os policiais encontraram pontos de rompimento na rede de proteção do local. A princípio, a perícia descarta o uso de objeto cortante para abrir a tela.