No primeiro turno, Lula tem 44,9% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro registra 35,8%Agência Brasil
Tanto Lula quanto Flávio oscilaram dentro da margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos. Na pesquisa do mês passado, o petista tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A pesquisa também indica vitória de Lula contra todos os outros candidatos testados em cenários de segundo turno.
O presidente tem 48,2% contra 38,9% de Ronaldo Caiado (PSD); 48,6% contra 39,6% de Romeu Zema (Novo); 47,6% contra 30,2% de Renan Santos (Missão); e 48,8% contra 42,5% da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Primeiro turno
Neste caso, não é possível comparar os dois resultados porque a lista de candidatos apresentada aos eleitores não é a mesma - o levantamento atual não conta com Aécio Neves (PSDB) nem Joaquim Barbosa (DC).
Na terceira colocação, Renan Santos registra 7,8% das intenções de voto. Caiado (3,1%), Zema (2,8%), Samara Martins (2,1%) e Augusto Cury (1,6%) estão empatados tecnicamente.
Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) pontuaram abaixo de 1%. Indecisos são 1% e brancos e nulos, 0,6%.
Rejeição
Na sequência, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42,6% de rejeição, Michelle Bolsonaro, com 39,2% e Renan Santos, citado por 38% dos entrevistados. A rejeição a Zema é de 37,7%, seguido de Caiado, com 33,3%.
Na comparação com a rodada anterior, a aprovação oscilou de 46% para 47,6%, enquanto a desaprovação passou de 52% para 51,2%. Apesar da redução, o porcentual de eleitores que desaprovam Lula segue 3,6 pontos acima do grupo que aprova sua atuação.
A avaliação do governo também permanece predominantemente negativa. Na comparação com a rodada anterior, a avaliação ótima ou boa do governo caiu de 40% para 37,9%, enquanto a ruim ou péssima oscilou de 48% para 49,3%. A parcela dos que consideram a gestão regular passou de 12% para 12,7%.
Ao Broadcast Político, o chefe de Análise Política da AtlasIntel, Yuri Sanches, explicou por que a aprovação de Lula oscilou positivamente, enquanto a avaliação ótima ou boa do governo recuou. Segundo ele, parte dos entrevistados aprova o presidente com ressalvas e, por isso, classifica a gestão como regular quando dispõe de mais opções de resposta.
"Há pessoas que mantêm certo ceticismo ao avaliar o governo e o consideram regular em uma pergunta com mais alternativas. Já em uma questão binária, a inclinação positiva pesa mais e leva esses entrevistados a optar pela aprovação, e não pela desaprovação", afirmou.
A percepção sobre o governo também varia de forma significativa entre os diferentes segmentos do eleitorado. A avaliação ruim ou péssima chega a 56,2% entre os homens, ante 43% entre as mulheres. Entre os eleitores com idade de 25 a 34 anos, a taxa é de 61,8%, enquanto cai para 36,8% entre aqueles com 60 anos ou mais. Nesse último grupo, 54,2% avaliam a administração como ótima ou boa.
Por região, o Nordeste é o único local em que a avaliação positiva supera a negativa: 60,6% consideram o governo ótimo ou bom, e 30,4%, ruim ou péssimo. No Sul, por outro lado, 67,7% classificam a gestão negativamente, ante 21,4% que fazem uma avaliação positiva. A avaliação ruim ou péssima também predomina no Norte, com 61,4%; no Centro-Oeste, com 56,7%; e no Sudeste, com 51,2%.
Entre os evangélicos, 73,7% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 20,2% o avaliam como ótimo ou bom. Entre os católicos, a percepção negativa atinge 47,1%, e a positiva, 42,6%.
Medo e preocupação
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