Maus-tratos a animais silvestres e domésticosReprodução
Durante a operação, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) identificaram animais mortos e outros mantidos em condições insalubres, comprometendo tanto o bem-estar das espécies quanto a saúde das pessoas que frequentavam o local. Ao todo, 92 animais foram apreendidos e encaminhados a instituições de acolhimento.
A proprietária do Instituto foi detida e é acusada de maus-tratos. De acordo com a Promotoria, o Instituto realizava ações de recolhimento e soltura de animais sem as licenças legais exigidas e sem manejo adequado. Denúncias também indicam que os animais eram levados para exposições em palestras e salas de aula, possivelmente em condições inadequadas.
O MPRJ destacou que esta não é a primeira intervenção no local. Em agosto de 2024, o INEA realizou vistoria e constatou cativeiro irregular, falta de iluminação, ausência de alimentação e água adequadas e animais mortos. Entre as espécies encontradas estavam aves ameaçadas de extinção, como papagaios-chauás. Na ocasião, as atividades do Instituto foram suspensas até que medidas garantissem a integridade física dos animais.
O caso segue sob investigação, e o MPRJ informou que novas medidas judiciais podem ser adotadas para responsabilizar os responsáveis e proteger os animais.

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