Ruínas da ponte antiga se tornaram ponto turístico às margens do rio São João, em Casimiro de AbreuFoto: Divulgação
Ruínas da antiga ponte em Barra de São João passam por vistoria técnica após décadas de abandono
Estrutura desativada em 1959 é avaliada por engenheiros da Defesa Civil e DER-RJ; risco à navegação e ao meio ambiente preocupa autoridades
Casimiro de Abreu - A antiga ponte que ligava Barra de São João, em Casimiro de Abreu, ao distrito de Tamoios, em Cabo Frio, voltou a ser tema de preocupação pública. Na manhã desta quinta-feira (31), técnicos da Defesa Civil de Casimiro, com apoio do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), realizaram uma vistoria na estrutura, desativada há mais de 60 anos.
A ponte, inaugurada em 1942 e fora de uso desde a construção de uma nova travessia no início da década de 1960, sofre com o desgaste do tempo. Os escombros que ainda resistem às margens do rio São João apresentam risco à navegação e à preservação ambiental, segundo relatos de pescadores e moradores que conhecem bem a região.
A inspeção ocorreu por meio de embarcação e contou com a presença do secretário de Obras e Serviços Públicos, Vitor Stutz, do subsecretário Lúcio Henrique de Oliveira, do coordenador da Defesa Civil, Marcelo Salviano, além da engenheira Rosane Mendes e do especialista em pontes Eduardo Valeriano, ambos do DER-RJ.
De acordo com a Defesa Civil, a vistoria servirá de base para um relatório fotográfico detalhado, que será entregue à gestão municipal nos próximos dias. A partir desse documento, será possível definir que medidas devem ser adotadas diante do estado da estrutura remanescente.
Mesmo com o desabamento parcial registrado na década de 1970, a ponte nunca foi totalmente removida, responsabilidade que, à época, cabia ao governo estadual. Com o tempo, as ruínas se tornaram parte da paisagem local e atraem olhares curiosos de moradores e visitantes. A imagem da ponte antiga, corroída e coberta pela vegetação, é hoje retratada em pinturas e fotografias, reforçando o valor simbólico e afetivo que carrega para a comunidade.

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