Painéis da exposição criam ambiente imersivo e aproximam o público do universo do artista Foto: Divulgação
Memórias ganham cor na exposição que abre temporada artística em Casimiro de Abreu
Mostra de Adilson Lopes transforma a Estação Ferroviária de Rio Dourado em espaço de afeto, identidade e imaginação
Casimiro de Abreu - Adilson Lopes abriu as portas da própria trajetória para quem chegou à Estação Ferroviária de Rio Dourado, em Casimiro de Abreu, na sexta-feira. A mostra batizada de Trajetória marca o início de um circuito cultural que circulará por quatro espaços do município e apresenta ao público o olhar sensível de um artista que encontrou na arte a forma mais sincera de narrar a própria vida.
Formado na Onda, em Rio das Ostras, Adilson soma décadas entre tintas, bonecos, adereços e palcos. Ele explica que desenhar foi a primeira maneira de dizer ao mundo o que sentia. A nova exposição reforça essa ligação afetiva: cada pintura parece contar um pedaço da memória do artista, misturando cotidiano, identidade e devaneio com cores fortes e traços delicados.
A produção do ator Léo Mendes, da Fatos Irreais, colabora para transformar a mostra em uma experiência que ultrapassa a observação. A cenografia assinada por Rodrigo Pontes cria um ambiente intimista, onde o público circula como se passeasse pelas lembranças do artista. Segundo a equipe, a proposta é aproximar as pessoas de temas que vivem no imaginário coletivo e que ganham nova vida sob a perspectiva de Adilson.
Um dos destaques é o compromisso com a acessibilidade. Todas as obras contam com audiodescrição gravada pelo próprio artista, ampliando o alcance da experiência para pessoas cegas ou com baixa visão. A iniciativa fortalece a relação entre arte, inclusão e território, prioridade da Fundação Cultural de Casimiro de Abreu, responsável por levar a mostra para outros pontos da cidade até abril de 2026.
Trajetória segue na Estação Ferroviária de Rio Dourado até janeiro. Depois percorre o Museu Casa de Casimiro de Abreu, o Polo Cultural de Professor Souza e encerra no Centro, na Casa de Cultura Estação. Um percurso que, assim como o nome sugere, convida o público a caminhar pelas memórias, cores e afetos de um artista que transforma lembranças em vida.

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