Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI

Agradeço e peço licença à psicóloga Verena Kast para compartilhar um trecho de seu belo livro “A Alma precisa de Tempo” (Editora Vozes). É sobre a alegria.
“A alma precisa de tempo para aquilo que nos alegra. As pessoas anseiam por reavivamento, elas querem se sentir animadas e inspiradas, sentir coragem, sentir-se vinculadas a outras pessoas, sentir segurança na vida. Isso acontece quando permitimos e vivenciamos a alegria.
Os grandes sentimentos que buscamos, na verdade nem sempre são acessíveis e podem ser também desgastantes. E não precisamos deles sempre. Sentimentos pequenos também servem.
Quando nos apercebemos conscientemente da alegria, ela nos anima e pode ser reativada sempre de novo. Nós vivenciamos alegria quando algo sai melhor, mais bonito, mais enriquecedor do que esperávamos.
Quando nos alegramos, nós nos aceitamos e aceitamos também os outros, o mundo, a vida. Deixamos de correr atrás de algo que nos falta. Não há escassez, mas abundância, e disso resulta solidariedade com outras pessoas. Disso resulta também gratidão.
Quando nos alegramos, vemos não a falta, mas a plenitude. Quando nos alegramos, é fácil estar em ressonância com nosso mundo interior, mas também com o mundo ao nosso redor e com os próximos. Na alegria somos mais amorosos, mais carinhosos, mais esperançosos, mais corajosos. Mas vale também o contrário: quando interagimos conosco e com o mundo, da forma como ele se apresenta no momento, ele nos afeta e nos contagia com alegria.”
Verena cita Spinoza: “A alma busca, o máximo possível, imaginar aquilo que aumenta ou incentiva a eficácia do corpo”. E o que aumenta a eficácia do corpo é a alegria. Bom dia, dia! Bom dia, Alegria!!!