Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI

Estar aberto para aquilo que a vida nos apresenta e propõe como tarefas. Como uma vela aberta aos ventos do destino.
Cada circunstância é um ensinamento potencial.
Viver é aprender a soltar o controle do incontrolável, mas manter o comando do leme e concentrar as forças no essencial: descobrir-se e exercer o dever de ser o que somos. C.G. Jung chamava isso de Individuação: transformar-se naquilo que verdadeiramente se é.
Aclamar os ventos que nos levam em muitas direções, visitar o mundo, ainda que em pensamento, ser um bom anfitrião, doar-se e abrir-se para o receber.
Isso é viver – observar e experimentar o ir e vir das emoções, perceber-se vivo, corrigir-se.
Dedicar um tempo para pensar, refletir, ouvir a voz sem palavras no silêncio da meditação. Só sentir.
Intuir, abraçar a natureza, se permitir ir além do acúmulo.
Somar, dividir, multiplicar, subtrair, e observar o resultado dessas operações.
Escrever uma página sobre um tema livre.
Liberdade para sorrir. O sorriso revela a alma. A alma pede calma.
C.G. Jung diz que a vida é uma dança, não uma corrida, e que muitas vezes o cansaço que sentimos decorre do peso daquilo que engolimos calados. Esses ensinamentos estão em um vídeo muito revelador, onde ele explica que “o que você chama de cansaço pode ser, na verdade, tudo o que sua alma engoliu em silêncio – e que o corpo não consegue mais sustentar.
Às vezes o corpo está precisando não de remédios, mas de atenção. A Alma fala por símbolos, não por palavras.”
Escutemos. Podemos. Vamos!