Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
É dito que se quisermos melhorar o mundo, precisamos começar por melhorar a nós mesmos.
Aqueles que têm vocação para o serviço social e querem participar de grandes causas humanitárias, filiam-se a instituições dedicadas a este meritório trabalho. Isto pode não mudar o mundo, mas ajudam as pessoas envolvidas a tornarem-se melhores.
Aqueles que têm vocação para o serviço social e querem participar de grandes causas humanitárias, filiam-se a instituições dedicadas a este meritório trabalho. Isto pode não mudar o mundo, mas ajudam as pessoas envolvidas a tornarem-se melhores.
Há, porém, outra forma de auxiliar a humanidade, que parece menos eficaz por ser de uma natureza mais abstrata, “invisível aos olhos”. Falo, por exemplo, do poder da oração e da meditação.
Para ilustrar, conto uma singela história que li reproduzida no belo livro “O Círculo Hermético – Herman Hesse e C.G. Jung – Registro de duas amizades”, do diplomata chileno Miguel Serrano.
“Os anjos pediram a deus que destruísse o mundo, porque os homens haviam chegado ao limite da maldade. Deus, no entanto, indicou-lhes um local perdido na Terra onde rezava uma menina. E Deus disse: ‘Por causa dela não destruo o mundo’. Essa menina, contudo, não fazia outra coisa senão rezar. E essa menina sustentava o mundo.”
Existem homens e mulheres – de várias religiões ou de nenhuma – que passam horas de seu dia em oração ou meditação pela paz no planeta. A força de seus pensamentos cria ondas de amor poderosas, que se espalham pela aura da Terra, auxiliando aqueles que estão em sintonia – ainda que inconscientemente – com algo além da mera materialidade. Podemos não ver essas ondas de amor, mas é possível senti-las. E podemos também irradiá-las. Aqui e ali elas vão se espalhando e encontrando vibrações afins, formando um grande elo que une, de algum modo, os meditadores de cinco continentes.
Serrano avalia que o Ocidente esgotou sua posição racional e que é preciso buscar fontes que não dependam unicamente da razão. Precisamos aprender a pensar com o coração. Alguém irá se beneficiar com essa mudança.
Tentemos. Podemos. Vamos!

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