Arte coluna Além da Vida 18 abril 2025Arte Paulo Márcio
A crença de que espíritos de familiares falecidos vêm buscar seus entes queridos é comum em diversas culturas e religiões. Para os espíritas e umbandistas, os espíritos podem se comunicam com os vivos, auxiliando o processo de transição após a morte.
A ideia de que espíritos vêm buscar seus familiares pode ser interpretada como um ato de amparo e auxílio na passagem para o mundo espiritual.
Para nós, a morte não é o fim da vida, mas sim uma transição para o mundo espiritual. A ideia de espíritos virem buscar familiares mortos está relacionada ao processo de desencarne e ao auxílio prestado por espíritos mais evoluídos aos recém-desencarnados.
O desencarne é visto como uma passagem da vida material para a vida espiritual. O espírito se desprende gradualmente do corpo físico, um processo que pode variar de pessoa para pessoa. Espíritos amigos e familiares já desencarnados podem auxiliar o recém-desencarnado nessa transição, oferecendo conforto e orientação, ajudando o desencarnado a se adaptar à nova realidade espiritual.
Acreditamos que, no mundo espiritual, os espíritos se reencontram com seus entes queridos. Esses reencontros são momentos de alegria e consolo, proporcionando alívio para aqueles que ficaram no plano terreno. Espíritos mais evoluídos podem acolher os recém-desencarnados, oferecendo-lhes amparo e auxiliando-os em seu processo de adaptação. Crê-se que o mundo espiritual é organizado em colônias, onde os espíritos são acolhidos de acordo com seu grau de evolução.
A jornalista Constança Tatsch, entrevistou a enfermeira de cuidados paliativos americana Hadley Vlahos para O Globo. Ela conta a história de pacientes, essencialmente o fim delas, e mostra que essa partida também pode ser um momento de amor e paz. Familiares que vêm nos buscar, animais que entendem o que acontece, a ausência de energia no corpo no leito de morte, tudo pode ser triste e bonito ao mesmo tempo. E, quem sabe, menos apavorante.
Em seu livro “Entre a vida e o depois”, Vlahos ressalta que pacientes viam um parente próximo já falecido no final da vida, pacientes dizendo as mesmas coisas sobre esses familiares que vêm buscá-los. Por isso, eles estão sempre calmos, em paz e felizes.
- Nunca vi ninguém com medo dessa situação – diz ela.
A enfermeira, segundo a jornalista Constança Tatsch, acha que muitos entendem o que significa essa “viagem” que estão prestes a fazer. Outros não. Eles passam por um período intermediário, dormindo até 20 horas por dia. E então, quando estão acordados, às vezes estão conversando com esses entes queridos que já faleceram e também conversam conosco.
Uma coisa é inquestionável: a comunicação com os espíritos traz consolo e alívio para os que estão nos deixando neste mundo e também, para aqueles que sofrem com a perda de um ente querido.
A enfermeira, segundo a jornalista Constança Tatsch, acha que muitos entendem o que significa essa “viagem” que estão prestes a fazer. Outros não. Eles passam por um período intermediário, dormindo até 20 horas por dia. E então, quando estão acordados, às vezes estão conversando com esses entes queridos que já faleceram e também conversam conosco.
Uma coisa é inquestionável: a comunicação com os espíritos traz consolo e alívio para os que estão nos deixando neste mundo e também, para aqueles que sofrem com a perda de um ente querido.

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