Valadão decreta "batismo de graça" e fim da área VIP; reação de Fernandes movimenta o meio gospelFoto: rede social

O domingo (5) foi de culto e notícia quente na Lagoinha Alphaville. Durante a celebração, André Valadão anunciou o fim da taxa de R$ 80 cobrada dos fiéis que desejavam se batizar. O valor estava ligado à camiseta personalizada exigida no ato — prática mantida desde a gestão anterior, de André Fernandes.
“A partir de agora você não paga nada no batismo, a camiseta é de graça”, afirmou Valadão.
O gesto tem forte peso simbólico. Alphaville, bairro de condomínios de luxo e ponto de encontro de empresários, artistas e personalidades da cena paulista, é um dos endereços mais prestigiados do país. O anúncio de Valadão reforça um discurso de igualdade no templo, em contraste com a imagem de excessos que marcou a unidade nos últimos meses.
Além do “batismo de graça”, Valadão confirmou o fim da área VIP nos cultos — assunto que já havia gerado polêmica nacional no início do ano. À época, o espaço reservado foi alvo de críticas por suposta diferenciação entre fiéis. A nova orientação põe fim à prática e reafirma a linha de que “ninguém é mais importante que o outro” dentro da igreja.
Mas o movimento não passou em branco. Poucas horas depois do culto, o ex-líder André Fernandes publicou a frase “Há quem constrói, há quem usurpa” em uma rede social, sem citar nomes — o suficiente para incendiar os bastidores gospel.
Com o batismo gratuito e o fim da área VIP, André Valadão reposiciona a Lagoinha Alphaville sob sua liderança, derruba símbolos de cobrança e reforça a ideia de que o altar é lugar de fé — não de taxa.