Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Vivemos uma nova e preocupante era no mundo. A globalização chegou à política e ao comportamento dos povos. Algo, ainda inexplicável, modificou valores éticos, morais, cívicos publicados nas mídias tradicionais dominadas pelas esquerdas.
O patriotismo já é considerado algo ultrapassado. O importante é a postura ideológica. Os segmentos políticos mais conservadores são denominados de extrema direita, sem um regime modelo vigente que se saiba. Já os regimes “bolivarianos” ou “islâmicos” são “vítimas de agressões”.
A defesa do indefensável beira a hipocrisia. Ninguém ousa defender Maduro e seu regime, mas em compensação condenam a ação americana. Falta coragem às esquerdas, às mulheres de esquerda especialmente, para defender o regime iraniano, mas todos reclamam de Israel se defender e de os EUA protestarem contra atrocidades do regime de Teerã ao povo indefeso.
O Brasil vive este constrangimento do Banco Master, visivelmente uma organização criminosa, com temperos psicopáticos, com uma rede de proteção inédita e despudorada. O corporativismo cega até os homens supostamente de bem. A proteção aos corruptos que adquiriram os papéis do banco em fundos de pensão ou empresas públicas está evidente, porém o fato é abordado “em passant”, pois atinge naturalmente políticos importantes. E nada é cobrado do banco estatal que, mesmo depois de veto do Banco Central, insistiu em defender a compra temerária do grupo. E mais: o autor de tantos malfeitos goza de liberdade, quando estão presas e condenadas a penas absurdas pessoas que apenas se fizeram presentes numa reunião que descambou para a barbárie, não muito diferentes de anteriores de promoção das esquerdas nos anos 1990 e primeira década deste século.
Não são conhecidos casos de sucesso econômico, social ou de prestação eficiente de serviços públicos de saúde, educação e segurança em países de governos socialistas.
A Europa tem cedido espaço para países asiáticos pelas leis protegerem ou estimularem greves nos serviços públicos, inchaço da máquina pública, altos salários e vantagens, incrível proteção via lentidão no Judiciário a casos de corrupção. O erro de criminalizar as empresas vítimas da extorsão privou o Brasil das maiores empresas de engenharia, algumas de presença internacional. Transformaram vítimas em autores ou coautores. O setor empresarial já não possui lideranças, como no passado não muito distante.
No Brasil, condenados no mensalão e lava-jato, com provas, devolução de quantias e confissões, estão exercendo cargos públicos ou mandatos eletivos. Portugal não consegue terminar com o processo que deixou evidente o enriquecimento ilícito de um político que chefiou o governo por anos, nem fechar a liquidação da quebra de grande grupo empresarial. As leis foram feitas para beneficiar infratores neste mundo que se apresenta como “democrático”, quando é, na verdade, um clube de privilegiados acima da lei e da moral.
Esse quadro talvez explique que, passados décadas do regime salazarista em Portugal e do período militar no Brasil, estes anos de inquestionável decoro no exercício da função pública sejam alvos de odiento e permanente ataque. As boas lembranças de ordem e progresso com segurança tiram o sono destes grupos, e parece que com toda razão.
O patriotismo já é considerado algo ultrapassado. O importante é a postura ideológica. Os segmentos políticos mais conservadores são denominados de extrema direita, sem um regime modelo vigente que se saiba. Já os regimes “bolivarianos” ou “islâmicos” são “vítimas de agressões”.
A defesa do indefensável beira a hipocrisia. Ninguém ousa defender Maduro e seu regime, mas em compensação condenam a ação americana. Falta coragem às esquerdas, às mulheres de esquerda especialmente, para defender o regime iraniano, mas todos reclamam de Israel se defender e de os EUA protestarem contra atrocidades do regime de Teerã ao povo indefeso.
O Brasil vive este constrangimento do Banco Master, visivelmente uma organização criminosa, com temperos psicopáticos, com uma rede de proteção inédita e despudorada. O corporativismo cega até os homens supostamente de bem. A proteção aos corruptos que adquiriram os papéis do banco em fundos de pensão ou empresas públicas está evidente, porém o fato é abordado “em passant”, pois atinge naturalmente políticos importantes. E nada é cobrado do banco estatal que, mesmo depois de veto do Banco Central, insistiu em defender a compra temerária do grupo. E mais: o autor de tantos malfeitos goza de liberdade, quando estão presas e condenadas a penas absurdas pessoas que apenas se fizeram presentes numa reunião que descambou para a barbárie, não muito diferentes de anteriores de promoção das esquerdas nos anos 1990 e primeira década deste século.
Não são conhecidos casos de sucesso econômico, social ou de prestação eficiente de serviços públicos de saúde, educação e segurança em países de governos socialistas.
A Europa tem cedido espaço para países asiáticos pelas leis protegerem ou estimularem greves nos serviços públicos, inchaço da máquina pública, altos salários e vantagens, incrível proteção via lentidão no Judiciário a casos de corrupção. O erro de criminalizar as empresas vítimas da extorsão privou o Brasil das maiores empresas de engenharia, algumas de presença internacional. Transformaram vítimas em autores ou coautores. O setor empresarial já não possui lideranças, como no passado não muito distante.
No Brasil, condenados no mensalão e lava-jato, com provas, devolução de quantias e confissões, estão exercendo cargos públicos ou mandatos eletivos. Portugal não consegue terminar com o processo que deixou evidente o enriquecimento ilícito de um político que chefiou o governo por anos, nem fechar a liquidação da quebra de grande grupo empresarial. As leis foram feitas para beneficiar infratores neste mundo que se apresenta como “democrático”, quando é, na verdade, um clube de privilegiados acima da lei e da moral.
Esse quadro talvez explique que, passados décadas do regime salazarista em Portugal e do período militar no Brasil, estes anos de inquestionável decoro no exercício da função pública sejam alvos de odiento e permanente ataque. As boas lembranças de ordem e progresso com segurança tiram o sono destes grupos, e parece que com toda razão.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.