Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Atribui-se a Sra. Berenice Magalhães Pinto, mulher do governador Magalhães Pinto, de Minas Gerais, nos anos 1960, a definição de que política é como a nuvem. Em minutos, tem outro formato.
Assim é que fica cada vez mais claro que a sucessão presidencial não está decidida nesta polarização entre dois grupos pobres de quadros e sujeitos a alta rejeição.
Lula é o único nome com carisma na esquerda populista, embora esteja desgastado com o governo fraco em resultados, mantém influência sobre o eleitorado. O ex-presidente, preso, é inacreditavelmente a maior liderança popular da história pátria. Sem carisma, sem cultura, sem história, o destino o levou a Presidência, onde, apesar do comportamento exótico que o derrotou, fez uma gestão muito melhor do que a atual. Mas seu entorno pessoal é de muito baixo nível e nenhum dos bons ministros integra o chamado “núcleo duro”. Indicou monocraticamente o filho como sucessor, até aqui com certo sucesso tal sua influência pessoal. Mas o tempo é cruel com os que pecam por falta de autenticidade e solidez nas propostas.
Analisar as pesquisas publicadas sob o ponto de vista técnico mostra que a sociedade aspira outra opção. Lula não tem eleitores, sobrevive de ser o anti-Bolsonaro, e Bolsonaro vive de ser o anti-Lula. Não é por aí que o país vai sair das dificuldades que enfrenta.
O ex-governador de Minas e de Goiás, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, seriam os nomes naturais da centro-direita para acabar com os anos PT. Mas nada é definitivo e estes dias marcaram uma subida do ex-governador de Minas, pela polêmica levantada com infelicidade pelo ministro Gilmar Mendes. O candidato do Novo, porém, teima em não se comunicar com a classe política, nem de seu estado, onde seu candidato aparece de maneira muito modesta nas sondagens. E ainda pode ressurgir uma candidatura de Ciro Gomes, agora no PSDB, legenda sem as restrições do PDT.
Lula leva vantagem de ter um companheiro de chapa confiável, que afasta temores em caso de vacância do cargo. Já o filho ungido deve ter dificuldades de ter um vice de bom nível.
A mineira D. Berenice parece muito atual quando a política nacional tem contornos de uma nuvem, principalmente a cinco meses do pleito.
E por último, mas não menos importante, as brigas na família Bolsonaro, entre seus membros e com aliados minimamente independentes, sustentam as desconfianças de que o projeto do ex-presidente é familiar, e não político.
Assim é que fica cada vez mais claro que a sucessão presidencial não está decidida nesta polarização entre dois grupos pobres de quadros e sujeitos a alta rejeição.
Lula é o único nome com carisma na esquerda populista, embora esteja desgastado com o governo fraco em resultados, mantém influência sobre o eleitorado. O ex-presidente, preso, é inacreditavelmente a maior liderança popular da história pátria. Sem carisma, sem cultura, sem história, o destino o levou a Presidência, onde, apesar do comportamento exótico que o derrotou, fez uma gestão muito melhor do que a atual. Mas seu entorno pessoal é de muito baixo nível e nenhum dos bons ministros integra o chamado “núcleo duro”. Indicou monocraticamente o filho como sucessor, até aqui com certo sucesso tal sua influência pessoal. Mas o tempo é cruel com os que pecam por falta de autenticidade e solidez nas propostas.
Analisar as pesquisas publicadas sob o ponto de vista técnico mostra que a sociedade aspira outra opção. Lula não tem eleitores, sobrevive de ser o anti-Bolsonaro, e Bolsonaro vive de ser o anti-Lula. Não é por aí que o país vai sair das dificuldades que enfrenta.
O ex-governador de Minas e de Goiás, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, seriam os nomes naturais da centro-direita para acabar com os anos PT. Mas nada é definitivo e estes dias marcaram uma subida do ex-governador de Minas, pela polêmica levantada com infelicidade pelo ministro Gilmar Mendes. O candidato do Novo, porém, teima em não se comunicar com a classe política, nem de seu estado, onde seu candidato aparece de maneira muito modesta nas sondagens. E ainda pode ressurgir uma candidatura de Ciro Gomes, agora no PSDB, legenda sem as restrições do PDT.
Lula leva vantagem de ter um companheiro de chapa confiável, que afasta temores em caso de vacância do cargo. Já o filho ungido deve ter dificuldades de ter um vice de bom nível.
A mineira D. Berenice parece muito atual quando a política nacional tem contornos de uma nuvem, principalmente a cinco meses do pleito.
E por último, mas não menos importante, as brigas na família Bolsonaro, entre seus membros e com aliados minimamente independentes, sustentam as desconfianças de que o projeto do ex-presidente é familiar, e não político.
O Brasil é maior do que esta polarização.

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