Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Revolta ver um país como o nosso envolvido em debates menores, caça às bruxas, narrativas negacionistas, destruição de valores da fraternidade e solidariedade. A qualidade baixa dos atores que influenciam o setor público determina os rumos da economia e limita as liberdades fundamentais. Estas não são as apregoadas no pensar e opinar, mas no empreender e garantir melhora na qualidade de vida de uma população ainda com forte presença de excluídos e sofridos. E que precisa ser preparada para ambicionar melhores salários.
Quem é levado a frequentar centros de exames privados espalhados pelas cidades, hospitais privados cheios, sabe que com os custos da Medicina, aqui e no resto do mundo, só poderia ocupar estes estabelecimentos, que empregam milhares e atendem milhões, com os planos e seguros que hoje atendem a cerca de 45 milhões de brasileiros. Parece que já foram 60 milhões.
O SUS é o grande beneficiado, pois os assistidos pelos planos têm direito ao serviço público. Este, que ainda é insuficiente, seria o caos completo não fossem os planos que mantêm a formidável rede privada de hospitais e centros de exames e imagem, cujos custos são altos. Um olhar nas salas de espera comprova que a maioria dos contemplados é de trabalhadores de baixa ou média renda e idosos.
O sucesso empresarial de organizações eficientes, como Rede d’Or, Amil-Dasa, Prevent, Mater Dei e Moinhos de Vento, e os gigantes paulistas Einstein, Sírio, Beneficência e Santa Casa, não é acompanhado por uma defesa do sistema de tal dimensão humanitária. Os planos estão ficando caros, levando à diminuição de assistidos, pela inacreditável – e irresponsável – judicialização, em que levianamente se impõe custos não previstos. A Amil, até há bem pouco sob controle estrangeiro , voltou à propriedade nacional pelos absurdos da interferência do Judiciário e mesmo de órgãos públicos como Anvisa e outros, sabidamente sob influência de críticos de tudo que seja privado.
A elite médica brasileira ainda abriga idealistas que conciliam o sucesso de suas clínicas com o serviço público. São quadros como os que atuam no Into, Inca, Fundação Oswaldo Cruz e toda a rede do SUS. Um olhar sobre a Academia Nacional de Medicina comprova que a qualidade científica e profissional de seus membros corresponde à grandeza e sensibilidade social e humana.
Talvez fosse conveniente neste ano eleitoral que o setor informasse à sociedade os serviços que vem prestando à população e ao SUS, especialmente quando a polarização envolve duas figuras que, no fundo, só acreditam no Estado e fazem reservas ao privado, em geral. Nem a proteção da bancada liberal-conservadora é chamada a esclarecer pela via legislativa os principais pontos controvertidos que ocupam os tribunais.
É preciso um olhar mais objetivo sobre o setor que tem tal importância na vida do cidadão, das famílias.
Quem é levado a frequentar centros de exames privados espalhados pelas cidades, hospitais privados cheios, sabe que com os custos da Medicina, aqui e no resto do mundo, só poderia ocupar estes estabelecimentos, que empregam milhares e atendem milhões, com os planos e seguros que hoje atendem a cerca de 45 milhões de brasileiros. Parece que já foram 60 milhões.
O SUS é o grande beneficiado, pois os assistidos pelos planos têm direito ao serviço público. Este, que ainda é insuficiente, seria o caos completo não fossem os planos que mantêm a formidável rede privada de hospitais e centros de exames e imagem, cujos custos são altos. Um olhar nas salas de espera comprova que a maioria dos contemplados é de trabalhadores de baixa ou média renda e idosos.
O sucesso empresarial de organizações eficientes, como Rede d’Or, Amil-Dasa, Prevent, Mater Dei e Moinhos de Vento, e os gigantes paulistas Einstein, Sírio, Beneficência e Santa Casa, não é acompanhado por uma defesa do sistema de tal dimensão humanitária. Os planos estão ficando caros, levando à diminuição de assistidos, pela inacreditável – e irresponsável – judicialização, em que levianamente se impõe custos não previstos. A Amil, até há bem pouco sob controle estrangeiro , voltou à propriedade nacional pelos absurdos da interferência do Judiciário e mesmo de órgãos públicos como Anvisa e outros, sabidamente sob influência de críticos de tudo que seja privado.
A elite médica brasileira ainda abriga idealistas que conciliam o sucesso de suas clínicas com o serviço público. São quadros como os que atuam no Into, Inca, Fundação Oswaldo Cruz e toda a rede do SUS. Um olhar sobre a Academia Nacional de Medicina comprova que a qualidade científica e profissional de seus membros corresponde à grandeza e sensibilidade social e humana.
Talvez fosse conveniente neste ano eleitoral que o setor informasse à sociedade os serviços que vem prestando à população e ao SUS, especialmente quando a polarização envolve duas figuras que, no fundo, só acreditam no Estado e fazem reservas ao privado, em geral. Nem a proteção da bancada liberal-conservadora é chamada a esclarecer pela via legislativa os principais pontos controvertidos que ocupam os tribunais.
É preciso um olhar mais objetivo sobre o setor que tem tal importância na vida do cidadão, das famílias.
Aristóteles Drummond é jornalista



Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.