Arte Aristóteles Drummond (10/10/2026)Arte gerada por IA
O Brasil tem vivido um justificado orgulho de seu agronegócio, dada a sua qualidade, escala e forte presença internacional. Na mineração também não andamos mal, embora pudéssemos agregar mais valor à exploração — um segmento que hoje demanda capital estrangeiro para o desenvolvimento de novos minerais estratégicos e tecnologia de ponta.
É uma pena, contudo, que um certo e injustificado preconceito omita o sucesso dos nossos bancos. Desde sempre, e em especial nas últimas décadas, as instituições financeiras nacionais posicionaram-se no mesmo patamar das maiores organizações do mundo capitalista. Esse destaque não se restringe à tecnologia, mas estende-se ao trato com os clientes e à capacidade de atração de investimentos. É essa engrenagem que faz circular a economia geradora de empregos e renda, canalizando o volume investido para a indústria, o comércio e o agro, indo muito além da mera captação de investidores poupadores.
A gestão de grandes somas e do patrimônio de famílias abastadas tem crescido significativamente, incentivando a criação de novos produtos e consolidando uma relevante presença internacional que prestigia a nossa economia. Já dispomos de bancos atuantes em mercados globais. E, apesar da existência de muitos escritórios especializados e de alta qualidade, a chancela de uma grande instituição bancária oferece uma garantia a mais.
Bancos como o Bradesco já fincaram bandeira nos Estados Unidos — especialmente na Flórida — e em Luxemburgo, supervisionados por executivos a partir de São Paulo. É o caso de Leandro Karam, profissional já reconhecido no mercado pelo conjunto de serviços prestados, incluindo planejamento sucessório e heranças. O Itaú também atua com protagonismo entre os gigantes globais. Nesses ambientes, a segurança é total.
Com o tempo, os bancos passaram a oferecer outros serviços que atendem e protegem seus clientes, com destaque para o segmento de seguros (saúde, vida, previdência, automóveis, embarcações, entre outros). O setor de seguros no Brasil deve muito a empresários e executivos de reconhecido talento e carisma, como Amador Aguiar e Antônio Carlos Almeida Braga. Olhando mais para trás, deve-se registrar também a contribuição de Antônio Larragoiti e a coordenação de José Luiz Magalhães Lins. Naquela época, a SulAmérica despontava como o único grande player independente — hoje, a companhia pertence à Rede D'Or, gigante do setor hospitalar. Três empresas chegaram a se unir no passado, mas depois cada uma seguiu seu rumo; o Itaú, por exemplo, manteve uma seguradora própria, porém em moldes bem menores.
Apesar dessa evolução, ainda falta uma política pública que incentive o setor, visto que o Brasil apresenta índices modestos no uso de seguros. Patinamos em pouco mais de 5% do PIB, enquanto na União Europeia esse patamar supera os 12%. Trata-se, também, de uma questão cultural.
Afinal, não se pode ignorar que prosperamos onde há ganhos sociais relevantes. Na saúde, os cerca de 50 milhões de brasileiros protegidos pelo setor privado são fundamentais para que o SUS mantenha o mínimo de eficiência operacional.
O que o país pede, em última análise, é mais fiscalização, seleção, segurança e controle. O governo não pode, nem deve, chancelar ou arcar com riscos excessivos assumidos pelo público em busca de pagar menos ou ganhar mais, sob o risco de desgastar a credibilidade do mercado — como evidenciado no caso MASTER.

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