Colunista fernando mansurdivulgação
Vou tentar reproduzir com minhas palavras, uma história que li sobre as compensações cármicas. O autor: William Q. Judge (Echoes of the Orient, II).
É mais ou menos assim: imagine que durante uma vida nós prejudicamos alguém, causamos danos a animais ou ao reino vegetal. Estes seres prejudicados, lançariam para nós no momento da agressão um olhar de vingança. Este olhar carrega uma determinada carga de energia que fica aderida ao nosso corpo, de algum modo.
Acontece que nada se perde na natureza. Então, essa energia – que é sutil – nos acompanhará quando perdermos o corpo físico – que é denso.
No momento em que reencarnarmos, essa energia virá conosco e irá se manifestar em vários momentos da nova existência. Ela será irradiada – segundo Judge – principalmente pelo olhar, ponta dos dedos e palma da mão.
Há pessoas que têm uma mão “boa” para muitas coisas; outras possuem um olhar de “seca pimenteira”, como diz a expressão popular. Será que isso tem a ver?
E muitas coisas que tentarmos realizar poderão não dar certo, pelo mesmo motivo: nosso olhar não despertará no outro algo positivo.
Quando essa energia negativa que geramos a partir de males que causamos estiver se extinguindo, nossa “sorte” vai mudar e o sucesso naquilo que almejamos poderá ocorrer.
A operação da lei do karma é a coisa mais difícil de compreender. O que o Sr. Judge expõe é uma tentativa de elucidar certos aspectos obscuros da vida com os quais nos defrontamos, ao tentarmos entender, por exemplo, por que há tantas diferenças entre os seres humanos. Isso tudo é bem polêmico e os dados são insuficientes.
Seja como for, temos alguns elementos para refletir. E a melhor escolha a fazer, no fim das contas, é não prejudicar ninguém. Podemos. Devemos. Vamos!

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