Colunista fernando mansurdivulgação

Deslizo pela pista da vida, um novo ano se apresenta, planetas se realinham no espaço sideral, novas forças entram em movimento, o mistério da ciclicidade.
O grande contém o pequeno, o pequeno vive no grande, o pequeno é pequeno, mas também é grande, já que ambos são um, já que somos Um, Jacksoul brasileiro.
Raças e países são circunstanciais, são moradas provisórias do Eu Maior em busca da autorrealização, da completude, da individuação. Teremos que passar ainda por muitas experiências aqui e ali.
”O couro que nos cobre a carne é forjado pelo frio e o calor das eras e das melodias. E aquilo que o couro encobre é que quer voar, tem ânsia de voo, mas está provisoriamente aprisionado."
Somos pássaros em cativeiro, mais brigando que amando no espaço-tempo limitado de uma gaiola temporária, ilusória. Porém faltam-nos olhos para ver e ouvidos para ouvir o chamado que vem nos lembrar, de vez em quando, de onde viemos, nossa origem e destino. Voar para onde? Quem não sabe para onde vai corre o risco de continuar perdido, sem o saber.
O grande maestro do Brasil, Villa-Lobos, ídolo de Tom Jobim assim falou:
"O Brasil já tem uma forma geográfica de um coração. Todo brasileiro tem esse coração. A música vai de uma alma a outra, os pássaros conversam pela música, eles têm coração. Tudo que se sente na vida, se sente no coração. O coração é o metrônomo do mundo."
Seu tic-tac ritmado é como uma canção de ninar. “Vida é fazer todo sonho brilhar, ser feliz, no teu colo dormir, e depois acordar...”
Acordemos. Voemos para o novo ciclo. Mesmo com medo, avancemos. Só assim saberemos que podemos.
Vamos!