"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." (Provérbios 22:6)
Cresci em um lar onde os valores não eram negociáveis. Meus pais não tiveram uma vida fácil. Viveram tempos difíceis, mudaram a serviço para inúmeras cidade mais de uma vez, enfrentaram privações e recomeços. Criaram cinco filhos e ainda recém nascido perderam um. Mas havia algo que jamais faltou: convicção. Uma convicção que nos moldou. Não era um lar de muitos recursos, mas era um lar rico em princípios.
Eles nos ensinaram que a verdadeira educação começa em casa. Antes de qualquer diploma, livro ou aula, tínhamos a formação do caráter sendo esculpida dentro de quatro paredes. Corrigidos? Sim. Orientados? Sempre. Mas o fruto disso não foi repressão. Foi firmeza. Foi proteção. Foi destino traçado com propósito. Nenhum dos cinco filhos desviou-se para o caminho da perdição. Pela graça de Deus, nenhum deles foi buscado em delegacias, bares ou hospitais por uso de entorpecentes. Por quê? Porque em nossa casa, a voz dos pais era ouvida e respeitada, não por medo, mas por honra.
Não foi uma educação “moderna”. Foi disciplinada. Foi severa, na medida certa. Mas foi justa, constante e, acima de tudo, amorosa. Porque o amor verdadeiro corrige. O amor verdadeiro confronta. O amor verdadeiro não desiste.
A geração de hoje vive um colapso de autoridade no lar. Muitos pais têm medo de dizer “não”, mas depois derramam lágrimas diante das consequências de sua omissão. Lares frágeis são formados por lideranças frágeis. E toda casa sem direção está sujeita à ruína.
Na Bíblia, Josué toma uma decisão: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15). Essa não foi uma sugestão, foi uma declaração. Ele se levantou como líder espiritual do seu lar, assumiu responsabilidade e traçou um destino de fé para sua família. E isso me inspira profundamente. Porque uma família precisa de um norte. Precisa de alguém que diga: “Vamos por aqui, mesmo que o mundo vá por ali.”
Hoje, temos que retomar o senso de responsabilidade. Resgatar a autoridade que edifica e não oprime. Trazer de volta o senso de correção que não destrói, mas constrói. E, acima de tudo, precisamos parar de esperar que a escola, o governo ou as redes sociais eduquem nossos filhos. Isso é papel dos pais. É missão da família.
A crise da nossa geração não é apenas política ou econômica. É moral. E a reconstrução da sociedade começa dentro de casa.
Por isso, faço minha a mesma decisão de Josué: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. E que essa seja também a sua escolha. Pense nisso!
Vamos Orar: Senhor, me dá sabedoria para decidir com responsabilidade e viver com propósito, sabendo que minhas escolhas impactam vidas além da minha. Em nome de Jesus. Amém.
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