A adolescente foi tirada do colégio no fim do ano letivoReprodução/Instagram

O caso das adolescentes que ofenderam a filha da atriz Samara Felippo com ofensas racistas ganhou uma atualização. A Justiça de São Paulo determinou que as duas meninas responsáveis por escreverem as mensagens preconceituosas no caderno da primogênita da artista terão que prestar serviços comunitários por quatro meses, que terão uma carga horária de seis horas semanais. 
A 2ª Vara Especial da Infância e da Juventude reconheceu a situação como um ato infracional equivalente a "injúria racial". No entanto, a defesa das envolvidas contestou a decisão, argumentando que a frase utilizada não teria caráter racial e solicitando a mudança da tipificação para simples injúria. Após recurso apresentado pelos advogados das jovens, o caso segue agora em julgamento pela segunda instância. As informações foram divulgadas pelo G1.

O episódio aconteceu em abril de 2024, dentro das dependências do colégio particular Vera Cruz, localizado na Zona Oeste de São Paulo. As estudantes, que estavam no 9º ano, pegaram sem permissão o caderno de uma colega com a intenção de copiar uma pesquisa. Depois de cometerem o plágio, arrancaram as páginas e deixaram no caderno uma mensagem de teor racista. O material foi devolvido anonimamente na área de achados e perdidos da escola.

A atriz Samara Felippo, que além de mãe da vítima também é ex-estudante da instituição, expressou sua decepção com andamento do caso. Ela destacou ainda que a audiência foi marcada justamente para o dia do aniversário da filha, o que tornou o momento ainda mais doloroso para ambas.  “Eu ainda estou nessa luta e não só pela minha filha, mas pelos inúmeros casos de racismo que continuam acontecendo recorrentemente com adolescentes e crianças nas escolas”, ela escreveu em uma publicação feita nas redes sociais na última sexta-feira (18).

A menina, de 15 anos de idade, atualmente acompanhada por profissionais de saúde mental, deixou a escola ao término do ano letivo, decisão tomada pela mãe, que demonstrou insatisfação com a postura adotada pela instituição diante dos fatos.