A influenciadora digital agora compartilha sua rotina de autocuidado nas redes sociaisReprodução/Instagram

Carla Prata, que atuou como bailarina do Faustão por seis anos, usou as redes sociais para contar aos seguidores sobre o diagnóstico de Miastenia Gravis que recebeu, que é uma doença autoimune. Segundo ela, a condição é considerada rara, sem cura, e afeta a comunicação entre os nervos e os músculos, resultando em episódios de fraqueza muscular. A revelação foi feita por meio de seu perfil no Instagram, onde ela iniciou uma série de vídeos abordando sua rotina com a enfermidade.

“Decidi abrir meu coração e compartilhar com vocês minha vivência com a Miastenia Gravis, uma condição rara e autoimune que faz parte da minha vida”, relatou. A repórter destacou ainda como o diagnóstico impactou sua percepção sobre o corpo e reforçou a necessidade de priorizar o autocuidado.

De acordo com a apresentadora, a doença compromete regiões como os olhos, o rosto, a boca, além de afetar funções como a deglutição e até mesmo a respiração. Em uma das gravações, Carla esclareceu que a Miastenia Gravis atua nos receptores de acetilcolina, substância essencial para a contração muscular. “Se a acetilcolina não entra no músculo, ele não faz a contração e não tem força, por exemplo, para piscar, para falar, para fazer nada”, detalhou.

A influenciadora digital também abordou as diferentes manifestações da doença, explicando que existem três formas distintas, embora não tenha deixado claro com qual ela convive. “Uma é a ocular, que afeta muito a musculatura dos olhos e da deglutição também. A outra é a forma generalizada, que afeta muito braços e pernas, é um cansaço extremo, terrível”, disse. A mais severa, segundo ela, é a terceira: “A última é a crise miastênica e ela deixa o pulmão tão fraco, tão fraco que a gente não consegue respirar”.

O conteúdo que vem sendo compartilhado pela ex-bailarina busca trazer mais visibilidade à Miastenia Gravis, promovendo informação e empatia entre pessoas que também enfrentam a doença. “Se eu puder ser um ponto de apoio, de informação e de acolhimento… já vai ter valido a pena”, afirmou. Mesmo diante das dificuldades, Carla ressaltou que procura manter a leveza e respeitar seus próprios limites diariamente.