Preta Gil morreu no último domingo (20), em meio a uma luta contra o câncerDivulgação

A cantora Preta Gil, que faleceu no último domingo (20) em decorrência de um câncer colorretal, completou 22 anos de carreira musical em 2025, mas sua vida profissional teve início bem antes. Embora tivesse uma voz elogiada por vários críticos e admiradores, nem sempre ela fez parte deste universo, já tendo passado por profissões que não têm a ver com o ramo musical.
Aos 16 anos, ela teve sua primeira oportunidade profissional, atuando em um camarote no Carnaval de Salvador. O convite partiu do diretor de marketing Zé Maurício Machline. Pouco tempo depois, ela passou a estagiar na renomada agência de publicidade DM9, em São Paulo, a convite de Nizan Guanaes.

Após viver essa experiência em São Paulo, decidiu retornar ao Rio de Janeiro, onde nasceu, para se dedicar a trabalhos nas áreas de produção e publicidade. Ainda muito jovem, alimentava o desejo de atuar no meio artístico, o que a motivou a se matricular em aulas de canto, dança e também fazer teatro no Tablado, que é considerado até os dias de hoje a oficina de atores da Globo. Contudo, em 1990, um trágico acidente de carro na Lagoa, que vitimou seu irmão Pedro, a fez abandonar esse caminho e buscar uma colocação na publicidade.

Com apenas 20 anos, passou a ser sócia da empresa Dueto Produções, comandada pela cineasta e produtora cultural Monique Gardenberg, criadora do Free Jazz Festival. No entanto, em 2001, ela decidiu sair da produtora para se dedicar integralmente à música. Em 2003, lançou seu álbum de estreia, "Prêt-à-Porter," cuja capa causou grande repercussão: ela posava completamente nua, em um gesto simbólico de renascimento após momentos turbulentos vividos nos anos anteriores.

A mensagem por trás da imagem, no entanto, não foi recebida da maneira que ela esperava. O público e a mídia voltaram suas atenções para a opinião de seu pai, que na época era Ministro da Cultura do governo Lula (2003 a 2008), sobre a nudez da filha na capa.