Preta Gil morreu no último domingo (20), em meio a uma luta contra o câncerDivulgação
Após viver essa experiência em São Paulo, decidiu retornar ao Rio de Janeiro, onde nasceu, para se dedicar a trabalhos nas áreas de produção e publicidade. Ainda muito jovem, alimentava o desejo de atuar no meio artístico, o que a motivou a se matricular em aulas de canto, dança e também fazer teatro no Tablado, que é considerado até os dias de hoje a oficina de atores da Globo. Contudo, em 1990, um trágico acidente de carro na Lagoa, que vitimou seu irmão Pedro, a fez abandonar esse caminho e buscar uma colocação na publicidade.
Com apenas 20 anos, passou a ser sócia da empresa Dueto Produções, comandada pela cineasta e produtora cultural Monique Gardenberg, criadora do Free Jazz Festival. No entanto, em 2001, ela decidiu sair da produtora para se dedicar integralmente à música. Em 2003, lançou seu álbum de estreia, "Prêt-à-Porter," cuja capa causou grande repercussão: ela posava completamente nua, em um gesto simbólico de renascimento após momentos turbulentos vividos nos anos anteriores.
A mensagem por trás da imagem, no entanto, não foi recebida da maneira que ela esperava. O público e a mídia voltaram suas atenções para a opinião de seu pai, que na época era Ministro da Cultura do governo Lula (2003 a 2008), sobre a nudez da filha na capa.

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