Sheron Menezzes, Veralinda Menezzes e Draiton Mancilha de MenezesReprodução/Instagram
A mãe de Sheron e Draiton falou sobre o assunto em uma postagem feita em seu perfil no Instagram, com algumas fotos do rapaz. Ela também revelou que o óbito aconteceu após uma parada cardiorrespiratória. "Parada cardíaca de 22 minutos e sobreviver? Para o meu filho Draiton, driblar a morte era seu esporte favorito, para meu desespero e muita dor. Nesse dia, seu coração batia acelerado a 140. Eu estava lhe fazendo um carinho no rosto, tentando acalmar os seus gemidos de dor", introduziu ela.
"Quando a minha mão desceu para o seu peito e percebi o silêncio de seu coração, eu gritei, gritei muito te chamando de volta pra mim e o quarto se encheu de médicos e todo tipo de profissional ressuscitador, numa dedicação incansável e firme na decisão de o fazer voltar. Era uma equipe de mais de 20 profissionais envolvidos, vozes se revezando no comando, muita correria pelos corredores, como nos filmes... Quando um médico gritou: pulso, bolsa de sangue, eu percebi que ele tinha voltado e quase desfaleci...", lembrou ela.
De acordo com dona Veralinda, embora tivesse a saúde fragilizada e fosse constantemente avisado por médicos, o rapaz escolheu viver a vida de forma intensa. "Debochou da morte quando um renomado cardiologista lhe falou em 2019 que se não se tratasse teria apenas um ano e meio de vida... Não se tratou... Riu quando a médica lhe recomendou jamais colocar uma gota de álcool da boca: bebeu todas... Quando a gastro, há mais de 20 anos atrás, me perguntou o que estava fazendo pela saúde dele, pois já estava com 12 anos e todas as crianças da idade dele com a mesma patologia que não transplantaram já haviam falecido, eu lhe respondi: 'Fé! Fé em Deus, em Jesus Cristo, em Oxalá, em Buda, no povo do oriente, em Alá, em Exu... Fé nos Anjos e nos Arcanjos. Fé em Nossa Senhora, nos médicos, nos curandeiros e no amor que todos temos por ele'", relatou.
A mãe de Draiton e Sheron finalizou a postagem deixando claro que ainda não processou a morte do filho. "Mas a primeira superação foi quando, aos 7 dias de vida, ele revirou os olhos no meu colo e tive a impressão de que ele iria partir. Ali, eu entendi que tinha em meus braços um espírito fujão. E por isto estou esperando que seja só mais um susto, uma piada, e que a qualquer hora vais voltar pra mim, meu filho!", escreveu.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.