Rosiane Pinheiro relata violência e abusos sofridos na infânciaFoto: Reprodução/ Redes sociais
"Esses são os comentários diariamente! Até quando, meu Deus?", escreveu Rosiane. "Já já volto a responder eles com vídeo, tô muito quietinha ultimamente", completou, mostrando que não se deixa abater.
A ex-A Fazenda relembrou uma infância marcada por violência e pobreza. "Comecei a trabalhar com 12 anos pra sustentar minha família. Fui costureira, manicure, empregada doméstica, vendedora, recepcionista… Já fui traída, roubada, boicotada, quase morta. Vocês acham mesmo que pessoas frustradas vão me parar? Me poupe".
Em um dos trechos mais duros do desabafo, Rosiane revelou que foi abusada e agredida pela madrasta. "Minha madrasta me fazia de escrava, queimava minha boca com colher quente e batia minha cabeça na parede. Ainda assim me mantive bondosa. Nunca deixei a maldade alheia me tornar má".
A artista contou ainda que enfrentou depressão e afastamento dos holofotes, mas conseguiu se reerguer. "Agora estou erguida. Nada me derruba. É daqui pra cima", afirmou com firmeza.
Rosiane também falou sobre o racismo e a dificuldade de reconhecimento para artistas negros. "Nós, pretos, nunca tivemos nossos lugares. Sempre tivemos que lutar por um espaço mínimo e, ainda assim, não somos tão valorizados quanto os brancos".
Encerrando a série de desabafos, a dançarina deixou uma mensagem de união e resistência. "As portas para os nossos sempre são mais difíceis. Somos nós por nós. Tento sempre ser elo de paz, união e amor em qualquer lugar que eu pise".

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