Bastaram alguns dias de cuidados e carinho para que Rosinha se revelasse muito meiga e cheia de vontade de viverArquivo Pessoal

Nesta quinta-feira, 31 de julho, data em que se comemora o Dia Nacional do Vira-Lata, a Netflix divulgou as primeiras imagens do filme Caramelo, nova produção brasileira estrelada por Rafael Vitti e dirigida por Diego Freitas. A escolha da data não foi por acaso: o longa é uma verdadeira homenagem ao cão caramelo, símbolo afetivo dos lares brasileiros e dono de um carisma que atravessa gerações.

Na trama, acompanhamos a história de Pedro, um chef que está prestes a realizar o sonho de abrir seu próprio restaurante. Mas tudo muda após um diagnóstico inesperado. É então que entra em cena Amendoim, um vira-lata caramelo que se torna seu fiel companheiro e guia em uma jornada de autoconhecimento, afeto e recomeços. O filme também contará com a participação especial de Paola Carosella.

A relação profunda entre humanos e cães, retratada no filme, é realidade para milhares de brasileiros. E na nossa realidade, quando um animal parte, o vazio deixado é imenso. Foi essa dor, transformada em amor, que inspirou a atriz, escritora e risoterapeuta Gabi Roncatti a escrever o livro “Di, o Cachorro Pula-Pula”.

Baseado em uma história real, o livro narra as aventuras de Di, um cãozinho com uma personalidade única. Inteligente, carismático e cheio de energia, Di acompanhou sua mãe humana em diversas viagens por São Paulo, Minas Gerais e Bahia, atuando como cão de suporte emocional e dog terapêutico.

“Di, o Cachorro Pula-Pula” é uma obra emocionante, pensada para toda a família, que fala sobre amor, despedida e as lições que os animais deixam em nossas vidas. O livro é distribuído gratuitamente em ações sociais realizadas por Gabi Roncatti por meio do projeto Rumo ao Riso, que leva risoterapia e acolhimento a hospitais e instituições. A versão em audiobook também está disponível no Spotify.

O anúncio de Caramelo e a história de Di se encontram num mesmo ponto: o reconhecimento do valor e da sensibilidade dos nossos companheiros de quatro patas. Que neste Dia do Vira-Lata, mais do que nunca, a gente celebre o amor incondicional que só os cães sabem.

No Dia do Vira-Lata, uma homenagem aos peludos sem raça, mas cheios de amor

A protetora de animais Newa Carvalho, moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, carrega no coração e na memória as histórias de 16 cães adotados — a maioria deles, os clássicos “caramelos” brasileiros. Ao longo de 24 anos dedicados à proteção animal, ela resgatou, cuidou e encontrou novos lares para dezenas de outros. Mas, segundo ela, a maior transformação foi interna.

“Eles chegaram em momentos diferentes, todos resgatados das ruas ou de situações de abandono. Eu costumava achar que os resgates eram só sobre salvar a vida deles. Mas, com o tempo, percebi que foram eles que me salvaram”, conta Newa, emocionada.

A convivência com os animais ensinou à protetora o verdadeiro significado do amor incondicional, da lealdade, da gratidão, da resiliência e do perdão. “Amar um vira-lata resgatado é viver uma história de cura e recomeço todos os dias”, afirma.

Neste 31 de julho, quando se celebra o Dia do Vira-Lata, a fala de Newa ecoa como um chamado à empatia. Criada para valorizar os cães sem raça definida — que representam mais de 80% dos animais abandonados no Brasil, segundo dados de ONGs de proteção animal —, a data é também um convite à adoção responsável.

“Adotar é um ato de responsabilidade social. Ajuda a reduzir o número de animais nas ruas e nos abrigos, valoriza a vida. Não importa o tamanho, a cor ou a idade”, reforça Newa.

Invisíveis por causa da aparência
Infelizmente, muitos vira-latas seguem à espera de uma chance. E, entre eles, os de pelagem preta, idosos ou com alguma deficiência têm ainda menos visibilidade. A escolha por filhotes ou por padrões estéticos reforçados por redes sociais e comerciais contribui para que esses cães sejam os últimos a serem adotados — e os primeiros a serem esquecidos.

Por isso, iniciativas como feiras de adoção, mutirões de castração e campanhas de conscientização são fundamentais. ONGs e protetores independentes também usam as redes sociais para compartilhar histórias de superação e mostrar que, por trás de cada olhar abandonado, há um companheiro fiel esperando por uma nova chance.

Amor que transforma
“Cada um dos meus cães tem uma história. Alguns chegaram machucados, outros assustados, outros famintos. Mas todos, sem exceção, me ensinaram algo sobre amor e coragem”, diz Newa.

A casa dela hoje é repleta de rabos abanando, olhares atentos e aquela alegria barulhenta que só quem vive cercado por cães conhece. “Eles não têm raça, mas têm tudo que importa: afeto, presença, sinceridade. Sou uma pessoa melhor por causa deles.”

Um dia para lembrar — e agir
A homenagem neste Dia do Vira-Lata vai para todos os peludos que foram resgatados, para os que já encontraram um lar e, principalmente, para os que ainda esperam, muitas vezes atrás das grades de um abrigo, por alguém disposto a enxergar além da aparência.

“Feliz dia, seus lindos sem raça, mas cheios de tudo que importa!”, diz Newa. “Adote!”

Dia do Vira-Lata celebra amor além da raça e reforça adoção

Cães sem raça definida, os populares “vira-latas”, são maioria nos lares, nas ruas e também nos abrigos brasileiros. Com histórias de abandono, resiliência e afeto, esses animais ganham uma data para serem celebrados: o Dia do Vira-Lata, lembrado em 31 de julho.

A data é um convite à reflexão sobre adoção responsável, castração e a urgência de políticas públicas voltadas à proteção dos animais. Também é uma oportunidade para combater o preconceito ainda existente contra animais que não possuem pedigree.

“O vira-lata representa milhões de histórias que poderiam ter terminado na dor, mas encontram afeto, cuidado e dignidade graças à empatia de quem escolhe adotar”, explica o médico-veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas. “Eles são inteligentes, carinhosos e cheios de gratidão. Precisam de cuidado — não de rótulo.”

Um cenário preocupante
Segundo estimativas de organizações não governamentais, o Brasil possui mais de 30 milhões de cães e gatos em situação de rua, a maioria deles sem raça definida. O abandono, a reprodução descontrolada e a falta de informação contribuem para esse cenário, que vai além do bem-estar animal e impacta também a saúde pública.

“Animais abandonados estão mais expostos a doenças, fome, acidentes e maus-tratos. E isso também traz risco à população humana, com a proliferação de zoonoses, como esporotricose, raiva e leishmaniose”, explica o médico veterinário.

Castração salva vidas — em todos os sentidos
Além da adoção, a castração é apontada por especialistas como uma das principais ferramentas para reverter o ciclo do abandono. O procedimento reduz drasticamente o número de crias indesejadas e também melhora a saúde do animal.

“Animais castrados vivem mais e melhor. Previne-se tumores, infecções graves e comportamentos que colocam os pets em risco, como fugas e brigas. É um gesto de cuidado e amor”, afirma Flosi.

Quando adotar é transformar uma vida
Ao adotar um vira-lata, é importante estar consciente das responsabilidades envolvidas: alimentação, vacinação, consultas regulares, tempo para atenção e brincadeiras, além de um lar adaptado às necessidades do animal.
“Adotar é assumir um compromisso para toda a vida do pet. E quem toma essa decisão quase sempre relata um retorno imenso em afeto e companheirismo. O amor de um animal adotado é puro e verdadeiro”, destaca o médico-veterinário.

Vira-lata: símbolo de afeto e resistência
Neste 31 de julho, mais do que uma comemoração, o Dia do Vira-Lata convida à empatia e à ação. A raça pode não estar no pedigree, mas está no coração de milhões de famílias brasileiras.
Para adoção: Rosinha, um amor em forma de vira-lata

Protetora Newa diz que Rosinha só precisa de um lar onde possa amar e ser amadaArquivo Pessoal

Sozinha, amarrada no canteiro central da movimentada Avenida Washington Luiz, Rosinha parecia ter sido esquecida pelo mundo. Magra, assustada e apática, a vira-latinha de cerca de um ano foi resgatada pela protetora Newa Carvalho.

“Ela estava entregue. Dava pra ver que tinha perdido a fé nas pessoas”, conta Niua.

Mas bastaram alguns dias de cuidados e carinho para que a cachorrinha começasse a se revelar: meiga, delicada, carinhosa e cheia de vontade de viver. Hoje, Rosinha está desparasitada, será entregue castrada e convive bem com outros animais.

“Ela só precisa de um lar onde possa amar e ser amada. Quem adotá-la vai ganhar uma amiga leal e muito grata”, diz a protetora.

Rosinha está no Rio de Janeiro, à espera de uma família que olhe além da raça e reconheça o valor de um coração pronto para amar incondicionalmente.

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Fale com Newa - @newacarvalho
Adoção responsável.