Gastão Reisdivulgação
Estudos, seminários, congressos e práticas sobre empreendedorismo, cada vez mais, estão na ordem do dia. Trata-se, na verdade, da presença do Espírito Empreendedor (EE) entre nós e alhures com sua incrível capacidade de tornar realidade sonhos e projetos cuja beneficiária última é a própria humanidade.
O seminário do Sebrae, conhecido com Empretec, que resume a tecnologia do empreendedorismo posta em prática, vem gerando imensos benefícios junto às sociedades e municípios que o puseram em prática. O Empretec durava nove, agora seis dias, em que dinâmicas individuais e coletivas induzem à presença do EE posta em prática em nosso dia a dia. Hoje, Brasil afora, existem muitos milhares de pessoas que fizeram o Empretec. Vejamos como surgiu a ideia.
Logo após a Segunda Guerra Mundial, nos EUA, foi posto em prática um projeto de ativação e expansão das atividades econômicas após o fim do conflito. Era uma proposta de desenvolvimento com o objetivo elevar a renda real per capita do País de modo mais rápido. Para tanto, era preciso investir. Num primeiro momento, parecia que a pedra de toque seria fornecer capital para que as pessoas pudessem investir. A dificuldade de obter capital inicial seria o grande obstáculo. Após alguns anos, constataram que 95% dos que receberam tais recursos, acabaram indo à falência.
Diante do espanto do que havia acontecido, chegaram à conclusão que forneceram recursos para investir, mas não deram o devido treinamento nas lides empresariais. Passaram então a fornecer capital e treinamento. Após outros tantos anos, nova avaliação dos resultados, e nova decepção. Melhorou apenas um pouco, mas cerca de 90% dos beneficiados acabaram falidos. A primeira reação foi de espanto. Como era possível, dados capital e treinamento, chegar a um desfecho tão medíocre.
Foi então que resolveram consultar o famoso psicólogo, David McClelland (1917-1998), da Universidade de Harvard. Ele havia desenvolvido uma Teoria da Motivação de Realização focada na necessidade de ter sucesso. Explicaram-lhe o que havia acontecido, e pediram sua ajuda. E foi assim, sob a orientação dele, que elaboram um projeto internacional de acompanhamento do dia a dia das pessoas com perfil empreendedor em todos os continentes.
Após anos de pessoas qualificadas anotando, lado a lado, os comportamentos de pessoas com perfil empreendedor, chegaram a cerca de 80 comportamentos típicos do grupo. Peneiraram os resultados, e chegaram a 10 características marcantes como iniciativa, capacidade de assumir riscos, persistência, comprometimento, busca de informações, realização de metas, planejamento e monitoramento, independência e autoconfiança e persuasão e contatos. Cada característica destas embutia três comportamentos típicos dos empreendedores. No caso da iniciativa, os três comportamentos eram: sair na frente dos demais, informar-se e se mexer, e faro para oportunidades únicas.
E aqui começa a questão da pedra no caminho de Lula. Gente com esse perfil não quer nada de mão beijada. Sabe que sucesso duradouro requer trabalho duro por anos a fio. E olha com muita desconfiança as benesses que Lula vem oferecendo, agora em nova rodada, a despeito de todo tipo de bolsas já existentes que carrega em seu suposto saco de bondades. A última delas foi a renegociação de dívidas com substancial desconto já que, em março deste ano, 80% das famílias brasileiras estão com dívidas pendentes.
Bolsas de todos os tipos são oferecidas, algumas na área de educação que poderiam funcionar não fosse o estado lamentável em que se encontram os ensinos fundamental e médio em que a aprovação automática continua a fazer seus estragos. Por trás dessa visão está a mágica de ir adiante sem esforço. A situação se agravou de tal ordem que o QI dos brasileiros despencou nos últimos anos por excesso de telas e precariedade do ensino básico.
Não obstante tantos fatores empobrecedores da inteligência brasileira, a resistência daquele(a)s em que o Espírito Empreendedor floresce continua viva e atuante. O número elevadíssimo de 40% da força de trabalho labutando na informalidade tem seu lado negativo marcado por precariedade, instabilidade de renda e falta de proteção social (férias, 13º salário e previdência). Por outro lado, deixa clara a capacidade de assumir riscos, e revela um forte Espírito Empreendedor deste imenso contingente da força de trabalho do País, que não se acomoda e vai à luta.
Bolsas de todos os tipos são oferecidas, algumas na área de educação que poderiam funcionar não fosse o estado lamentável em que se encontram os ensinos fundamental e médio em que a aprovação automática continua a fazer seus estragos. Por trás dessa visão está a mágica de ir adiante sem esforço. A situação se agravou de tal ordem que o QI dos brasileiros despencou nos últimos anos por excesso de telas e precariedade do ensino básico.
Não obstante tantos fatores empobrecedores da inteligência brasileira, a resistência daquele(a)s em que o Espírito Empreendedor floresce continua viva e atuante. O número elevadíssimo de 40% da força de trabalho labutando na informalidade tem seu lado negativo marcado por precariedade, instabilidade de renda e falta de proteção social (férias, 13º salário e previdência). Por outro lado, deixa clara a capacidade de assumir riscos, e revela um forte Espírito Empreendedor deste imenso contingente da força de trabalho do País, que não se acomoda e vai à luta.
É sintomático o desconforto de motoboys e entregadores com as iniciativas de Lula para regularizar a profissão. Eles estão com um pé atrás contra possíveis taxas, burocracia e exigências de cursos. Lá no fundo, eles sabem que o PT e seus dirigentes sempre estão à espreita para cobrar impostos e taxas para ampliar a arrecadação e gastar a rodo. E isso sem mencionar a corrupção costumeira que vem junto no pacote.
As pesquisas eleitorais vêm mostrando uma rejeição a Lula acima de 50%, não obstante a fábrica de benesses cuja produção está a todo vapor. A questão maior que deixa Lula e PT na defensiva é que a população se deu conta que se trata de compra descarada de votos. (E o STF fazendo cara de paisagem.). Para ela, está claro o elevadíssimo custo desse processo em termos de corrupção e gastança desenfreada num contexto de taxa de investimentos pífia.
Na verdade, existe um cansaço diante de tanta mentira e corrupção. Praticamente em todas as classes sociais, mesmo nas de menor poder aquisitivo, a enganação não funciona mais como no passado. A maturidade da população brasileira e sua determinação em tocar sua vida por conta própria, comprovada pelos 40% que estão na informalidade, dão sinais claros de não estão dispostos a se venderem, como Judas, por 30 moedas.
Foi a presença do Espírito Empreendedor que abriu novos horizontes para brasileiras e brasileiros. É a pedra no caminho de Lula impedindo a reeleição.
Nota: No Google, “Dois minutos com Gastão Reis: Corrupção: Já foi muito diferente”. Ou pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=Oos9-rQIQzc
E-mail: gastaoreis2@gmail.com
Nota: No Google, “Dois minutos com Gastão Reis: Corrupção: Já foi muito diferente”. Ou pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=Oos9-rQIQzc
E-mail: gastaoreis2@gmail.com
Gastão Reis é economista e palestrante

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