Os cientistas dizem que tempo é uma grandeza usada para medir a duração e o ritmo de um evento. Mas digo, amigos, o tempo é um sujeito cheio de caprichos. Um gozador de primeira. Por que eu digo isso? A última semana antes das férias passou a passos de cágado, mas olha eu aqui de novo. E as férias? Voaram!
Mas deixando a filosofia de lado…
Mas deixando a filosofia de lado…
É certo que a maioria aqui é aposentada, ainda assim, como todo trabalhador, tem direito a uns dias de descanso diferenciado. Pensando nisso, nós do Conselho dos Decanos de Água Santa decidimos fazer um evento comemorativo do fim das férias. E demos até nome: 'O Retorno'.
E como todas nossas atividades são em volta da churrasqueira, sempre embaladas pela música, o diferencial passou a ser a seleção de clássicos. E dessa vez, os escolhidos para o gramofone foram: Elizete Cardoso, Bienvenido Granda, Jorge Veiga - alô aviadores do Brasil - Agostinho dos Santos e a saudosa Sapoti, a Angela Maria. Bons tempos. Algum neto sacana, vendo o nosso empenho, cutucou:
– Mas aí não tem Shakira?
– Infelizmente, não terá. Afinal, o show dela é sábado. Melhor não gastar a voz da artista num happening da Caverna.
– Mas aí não tem Shakira?
– Infelizmente, não terá. Afinal, o show dela é sábado. Melhor não gastar a voz da artista num happening da Caverna.
E como não poderia deixar de ser, os assuntos comuns do dia a dia:
– A Petrobras vai aumentar o preço da gasolina nas refinarias.
– É a vida na corda bamba. Nessa semana mesmo o governo criou um subsídio para conter a alta do gás – lembrou Júlio.
– A Petrobras vai aumentar o preço da gasolina nas refinarias.
– É a vida na corda bamba. Nessa semana mesmo o governo criou um subsídio para conter a alta do gás – lembrou Júlio.
Que coisa minúscula é o mundo, não amigos. Foi só fechar um estreito lá pras bandas do continente asiático, nos quintos do Oriente Médio, que a bomba no posto do Zé Ruela, em Cascadura, dispara!
Ibiapina que saboreava um bom naco de picanha, enquanto ouvia do debate, comentou:
– Foi justamente essa a ladainha do pedreiro que há meses me enrola com uma obra lá em casa. Ele pediu aumento por conta da crise da crise energética.
Ibiapina que saboreava um bom naco de picanha, enquanto ouvia do debate, comentou:
– Foi justamente essa a ladainha do pedreiro que há meses me enrola com uma obra lá em casa. Ele pediu aumento por conta da crise da crise energética.
Não resisti e perguntei: Mas o que tem o prego a ver com as calças?
Parece, disseram os jornais, que aumentando o combustível aumenta o custo de logística de tudo que existe…
Parece, disseram os jornais, que aumentando o combustível aumenta o custo de logística de tudo que existe…
A patroa aqui de casa contou que, na feira, a dona da barraca de pastel avisou que o preço do quitute vai aumentar.
– Mas, de novo?
– Mas, de novo?
E a feirante respondeu:
– São as pressões geopolíticas!
Como o povo não perdoa, o produto lá está sendo chamado agora de pastel de Ormuz.
Enquanto o pato Donald Trump segue errando em suas decisões para controlar a inflação do país dele, no resto do mundo a coisa se complica e tem muito industrial aumentando a mistura em seus produtos. Quem diria que até mesmo a carne bovina, versão moída, tá cada vez mais misturada!
– O boi é manso, mas a vaca é malhada – lembrou Júlio.
– São as pressões geopolíticas!
Como o povo não perdoa, o produto lá está sendo chamado agora de pastel de Ormuz.
Enquanto o pato Donald Trump segue errando em suas decisões para controlar a inflação do país dele, no resto do mundo a coisa se complica e tem muito industrial aumentando a mistura em seus produtos. Quem diria que até mesmo a carne bovina, versão moída, tá cada vez mais misturada!
– O boi é manso, mas a vaca é malhada – lembrou Júlio.
E o Fred aproveitou pra me cutucar!
– Quem mandou não gostar de frango na brasa.
– Quem mandou não gostar de frango na brasa.
Bem, enfim, amigos, esse imbróglio todo que o pato Donald Trump vem produzindo no mundo só não interferiu nas férias, porque aqui no Principado a moeda oficial não é o dólar, nem o real. Permanece a boa e velha lábia, com a qual negociamos, parcelamos, cotizamos, mas não deixamos faltar o churrasco, a cerveja e, principalmente o tempo, esse senhor que gosta de pregar peças na gente, fazendo voar os bons momentos e se arrastarem as horas naqueles dias mais, digamos assim, difíceis!

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