Painel de artista plástico que estará em fachada de residencial com estúdios em CopacabanaDivulgação

A coluna dá sequência ao raio x dos estúdios, mostrando que a Zona Sul concentra boa parte destes projetos, iniciativa impulsionada, principalmente, pelo Plano Reviver Centro, da Prefeitura do Rio. Isso porque as empresas, ao investirem no Centro, recebem um potencial construtivo para utilizar em áreas mais valorizadas da cidade, como a Zona Sul. Na avaliação de Ernesto Otero, CEO da Lobie, startup especializada na gestão inteligente de ativos imobiliários voltados para locações de curta temporada, o mercado de estúdios no Rio de Janeiro vive um momento de grande potencial.

“A alta demanda por locações de curta e média temporada, impulsionada pelo turismo, pelo trabalho remoto e por eventos internacionais, torna esse formato um investimento estratégico e de alta liquidez. O ticket de entrada mais competitivo, aliado à facilidade de gestão e manutenção, amplia as possibilidades para investidores de diferentes perfis. Na Lobie, percebemos que os estúdios oferecem um excelente equilíbrio entre rentabilidade e ocupação, especialmente em bairros bem localizados e conectados. No Rio, essa combinação é ainda mais valiosa, pois une o apelo turístico da cidade a um mercado imobiliário em constante evolução", analisa Otero.

A RJDI Desenvolvedora, por exemplo, lançará até dezembro cinco projetos da Coleção Soul Rio, voltada para estúdios, além de unidades de dois quartos. No total, serão 425 unidades e Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 385 milhões. “Criamos um fundo e já captamos mais de R$ 45 milhões que estão sendo usados exclusivamente na compra de terrenos. O recurso é administrado pela Genial Investimentos”, conta Jomar Monnerat, sócio da RJDI.

De acordo com ele, os empreendimentos serão construídos em Copacabana, Flamengo, além do Bairro de Fátima, e já nascem com a vocação de locação de temporada estabelecida na convenção condominial. O primeiro da lista é o Soul Rio Barata Ribeiro, em Copacabana, na altura do Posto 4, que terá abertura de vendas neste mês. São 68 unidades (de 33,41 a 73,09 metros quadrados), com preço médio de R$ 960 mil. A gestão da locação dos imóveis e a do condomínio será feita pela Lobie. Um dos destaques será o painel “Azul do Tempo”, de Lenzi Junior, artista plástico de Curitiba conhecido por sua arte em cerâmica. A instalação de mais de 40 metros de altura, com cerca de 500 metros m², que retrata a alma do bairro.

Empreendimento na Gávea oferece apenas 20 imóveis, entre estúdios, quarto e sala, e coberturas - Divulgação
Empreendimento na Gávea oferece apenas 20 imóveis, entre estúdios, quarto e sala, e coberturasDivulgação
Já na Gávea, a JB Andrade Imóveis, conhecida por seus projetos com plantas generosas no Jardim Oceânico, área nobre da Barra da Tijuca, investe no seu primeiro projeto que também terá estúdios. O Gera Gávea oferece apenas 20 unidades, entre compactos, quarto e sala, e coberturas. O VGV é de R$ 20 milhões. “A locação de curta temporada impulsionou o mercado de estúdios. Temos muitos clientes interessados neste tipo de imóvel para morar e investir e encontramos o terreno ideal para o projeto. O residencial será construído na Rua General Rabelo, 43, uma rua pouco movimentada da Gávea, muito tranquila e, ao mesmo tempo, perto do shopping e da Praça Santos Dumont”, diz João Batista de Andrade, diretor da empresa.

Amanhã, a coluna vai mostrar outros exemplos de estúdios na Zona Sul.